Quinta, 03 de Dezembro de 2020
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Serviços de oncologia registam elevado número de casos no Huambo


27 Outubro de 2020 | 17h19 - Actualizado em 27 Outubro de 2020 | 19h12

Hamilton Tavares, Director do Hospital Geral do Huambo Foto: Arquivo

Huambo - Mil e 768 casos de cancro diversos foram diagnosticados, nos últimos 12 meses, pelos serviços de oncologia do Hospital Central do Huambo, informou hoje, terça-feira, o director da instituição, Hamiltom dos Prazeres Tavares.


Fazendo uma análise da situação desta doença na região, o responsável mostrou-se  preocupado com os elevados números de casos, dos quais mais de 700, equivalentes a 41 por cento, são câncer da mama.

Neste sentido, fez saber que apesar de o cancro da mama também poder afectar os homens, apenas foi diagnosticado em mulheres, com idades entre os 16 e 70 anos, a par do cancro digestivo e do colo do útero.

O responsável referiu que, aos pacientes, depois de consultados pelo oncologista, é feito um diagnóstico para determinar se a sua massa é benigna ou maligna, que poderá ser seguida de sessões de quimioterapia.

No caso particular do cancro da mama, o director da maior unidade sanitária da província disse que parte dos casos resulta de questões hereditárias e outros adquiridos em consequência, entre outros, da exposição de roupas tóxicas (blusas e sutiãs) e das doenças crónicas como as diabetes.

Por isso, recomendou o diagnóstico precoce, sobretudo, quando estas notarem alteração da mama, dor mamária fora do ciclo menstrual e daquelas que se encontram em menopausa.

Daí ter recomendado às mulheres em idade fértil no sentido de apalparem regularmente a mama, a fim de identificar nódulos que podem indiciar o aparecimento do cancro.

Acrescentou que, não obstante as medidas de restrição impostas pela Covid-19, os doentes ainda assim são encaminhados para Luanda a fim de serem operados, sobretudo aqueles com massa maligna, enquanto os outros cujos tumores são benignos são operados localmente.

O número de pacientes atendidos diariamente, de acordo com Hamiltom dos Prazeres Tavares, tende aumentar, nos últimos dias, devido às restrições impostas pela Covid-19, que colocou Luanda (capital do país) sob cerca sanitária.

Em funcionamento desde 24 de Setembro de 2019, este serviço especializado, o segundo em Angola, depois do Instituto Nacional de Controlo do Cancro em Luanda, presta sessões de quimioterapia a cidadãos com câncer da mama, do colo do útero, digestivo, da próstata e do pulmão.

A instituição conta com um laboratório de anatomia patológica e ou serviço clínico, um oncologista, dois cirurgiões e dez enfermeiros, que tratam de todos os doentes, enquanto aqueles com estágio terminal são devolvidos para os cuidados paliativos.

Além destes serviços, o Hospital Central, com capacidade para internar 800 doentes, presta atendimento nas especialidades de medicina geral, cirurgia geral, ortopedia, pediatria, endoscopia, ginecologia, obstetrícia, dermatologia, hemodiálise, psiquiatria, citologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e estomatologia,

Constam ainda os serviços de imagiologia (raio x, ecografia, TAC e ressonância magnética), de mamógrafo, esterilização, neurologia, cardiologia, hemoterapia, psiquiátricos, laboratório de análises clínicas e cuidados intensivos, cujo funcionamento é assegurado por mil e 100 trabalhadores, entre médicos, técnicos de diagnóstico e terapêutico, enfermeiros e administrativos.