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Moxico: Governante defende contínuo apoio ao processo de desminagem em Angola


26 Junho de 2016 | 23h40 - Actualizado em 26 Junho de 2016 | 23h40

Moxico:Vice-governadora para o sector político social, Adriana Bento

Foto: Angop



Luena - A vice-governadora para o sector político e social do Moxico, Adriana Sofia Bento, defendeu domingo, em Calapo, comuna de Muangai (Moxico), o contínuo apoio dos parceiros nacionais e internacionais ao processo de desminagem em curso no país, com vista a tornar Angola livre das minas.


A responsável apresentou a posição aquando da cerimónia de entrega dos mais de 95 mil metros quadrados de terras à população de Calapo e Tepa pela Organização Não-Governamental  Grupo Consultor de Minas (MAG), tendo referido que Angola sofreu bastante com a guerra civil e o seu solo foi contaminado com engenhos explosivos que perigam a vida da população.

Para tal, solicitou mais apoios aos parceiros internacionais, para que o processo de desminagem não pare e que se possa garantir total segurança à população, contribuindo no processo de manter Angola mais segura e livre de minas.

Adriana Sofia Bento agradeceu ainda o apoio e a atenção que a comunidade internacional tem prestado a Angola, em particular a província do Moxico, no processo de desminagem, tendo apelado a população a aproveitar a terra para impulsionar o sector agrícola na zona.

Por sua vez, as autoridades tradicionais locais manifestaram-se igualmente satisfeitos com o gesto, tendo o regedor de Calapo, Augsuto Zangata, referido que a população da região possui agora melhores condições para a prática da agricultura sem medo de engenhos explosivos graças ao empenho do governo.

Segundo o ancião, a área era afectada de minas pelo elevado número de militares que congregou durante a época de guerra o que causou muitas vitímas a comunidade.

Já o soba Lingonga Mussua, da povoação do Tepa, outra localidade beneficiária, fez saber que com a desminagem desta parcela do território nacional, haverá mais produção agrícola e pesca, combatendo a fome e a pobreza na população.

Durante a desminagem do terreno, que decorreu durante um ano, foram removidas pela MAG, 210 minas anti-pessoais.