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Maior parte dos incêndios é causado por negligência


31 Janeiro de 2019 | 13h37 - Actualizado em 31 Janeiro de 2019 | 13h37

Incêndio em Luanda (Arquivo) Foto: Henri Celso

Luanda - Cinquenta e um incêndios dos 72 registados, em Luanda, durante o mês de Janeiro deste ano, foram provocados por negligência, menos cinco em relação ao mesmo período de 2018.


Sem vítimas mortais, os  incêndios provocaram queimaduras a oito crianças com idades entre os três aos 12 anos e danos materiais não quantificados.  

Em declarações à Angop, o porta-voz do comando provincial do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, Faustino Minguês, disse que a maior parte dos sinistros foi originado por curto-circuito e fuga de gás, tendo afectado os sectores da habitação, transporte e comércio.

Os incêndios ocorreram com mais frequência nos bairros periféricos da cidade, com realce para os municípios do Cacuaco, Viana, Kilamba-Kiaxi e Cazenga.

De acordo com o responsável, apesar da diminuição dos incêndios na província de Luanda, o serviço de bombeiros iniciou na quarta-feira trabalho de sensibilização e fiscalização sobre normas preventivas e segurança contra os fogos.

A acção iniciada no distrito do Ngola Kiluange, município de Luanda, incide também no esclarecimento dos decretos de cobranças de alguns serviços efectuados pelos  bombeiros e da aplicação de multas a estabelecimentos que não possuem meios portáteis de extinção de incêndios, e na obrigatoriedade de se possuir certificados de aprovação do organismo, depois de uma vistoria.

Nos encontros, que devem abranger todos os distritos e municípios de Luanda, participam membros de comissões de moradores, proprietários de estabelecimentos comerciais, oficinas, entre outros.

Com uma população estimada em mais de seis milhões de habitantes fazem parte da capital angolana os municípios de Luanda, Cacuaco, Cazenga, Kilamba-Kiaxi, Talatona, Belas, Viana, Icolo e Bengo e Quiçama.