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Crise deve ser transformada em oportunidade de desenvolvimento


23 Setembro de 2019 | 19h46 - Actualizado em 23 Setembro de 2019 | 20h00

Huambo - A governadora da província do Huambo, Joana Lina, desafiou hoje, segunda-feira, a necessidade dos cidadãos transformarem o actual momento de crise em oportunidade para a construção, de forma conjunta, de um futuro melhor, através da promoção de acções que impulsionem o desenvolvimento sustentável.


O repto foi lançado durante a abertura do seminário inter-provincial sobre Elaboração da estratégia de longo prazo “Angola 2050”, numa iniciativa do Ministério da Economia e Planeamento, com término previsto para esta terça-feira.

Segundo a governante, muitas das dificuldades que o país atravessa hoje, com realce para a crise, devem ser encaradas como uma força de oportunidades, desafios e propostas capazes de impulsionar o desenvolvimento sustentável para a actual e futuras gerações.

Joana Lina realçou que no mundo global, todos os países, até mesmo os municípios e as cidades, fazem um esforço para melhorar a gestão dos seus projectos e as políticas públicas, na vertente do desenvolvimento económico-social, para tornar o futuro melhor que o presente.

Referiu que o alcance deste desiderato só é possível através de um processo de planeamento elaborado, de forma conjunta, numa perspectiva inquebrantável de pensar no futuro melhor, mais promissor e que resulte em contribuições e participação de todos, de modo a que cada uma das províncias do país consiga proporcionar as melhores condições de vida para a sua gente.

Neste contexto, a governadora do Huambo advogou o reforço dos conselhos de auscultação às comunidades e de concertação social nos vários níveis.

O evento, no qual participam vice-governadores, directores provinciais, administradores municipais e representantes da sociedade civil das províncias do Huambo, Benguela, Bié, Cunene, Huíla e Namibe, está a debater aspectos ligados aos desafios e ambições do desenvolvimento a longo prazo e a inserção desta regiões na economia nacional no horizonte 2050.

Constam ainda temas sobre estratégicas e actores do desenvolvimento territorial na perspectiva do futuro e discussão dos princípios e opções alternativas para o modelo territorial de Angola em 2050, o papel das cidades e das áreas rurais, as relações rural/urbano e a inserção das províncias no modelo territorial nacional.