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Mais de 1 milhão de metros quadrados livres de minas


28 Janeiro de 2020 | 14h53 - Actualizado em 28 Janeiro de 2020 | 14h51

Malanje - Um milhão 925 mil e 504 metros quadrados, além dos 216 quilómetros de linha de transporte de energia eléctrica, foram desminados em 2019 nos municípios de Malanje, Calandula, Cacuso e Cangandala, pela comissão provincial de acção contra minas.


A informação foi prestada hoje (terça-feira), pelo oficial de informação do CNIDAH (Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária) de Malanje, Sérgio Ngunza, à margem da Reunião Plenária Provincial de Reflexão sobre Acção Contra Minas, que visa analisar a capacidade operacional, gestão de informação para desminagem e outras questões.

Segundo o responsável, nas áreas foram removidas e destruídas mil e 670 engenhos explosivos não detonados (mais 800 que em 2018), dos quais 64 minas anti-pessoal, 25 anti-tanque, 475 Uxo's e mil e 106 munições, resultando em duas mortes (mais 3 que em 2018).

Fez saber que estas tarefas estão a permitir executar trabalhos de desassoreamento do rio Malanje, projecto de construção da conduta de água, aeródromo de Calandula, entre outras acções em prol do bem-estar dos cidadãos.

Durante o período em análise foram sensibilizadas 19 mil 433 pessoas sobre as medidas de prevenção contra minas, de modo a reduzir os acidentes com engenhos, conforme explicações do técnico.

Por outro lado, Sérgio Ngunza disse que a Comissão Provincial da Acção Contra Minas na província identificou 67 novas áreas suspeitas de minas, 22 das quais no município de Malanje, 8 em Marimba, 10 em Massango, 8 no Luquembo, 7 em Calandula, 6 em Cangandala e Cacuso e Mucari com 3 áreas cada, onde deverão incidir as acções neste ano.

Na abertura do encontro, o vice-governador de Malanje para o sector político, social e económico, Domingos Eduardo, sublinhou os esforços empreendidos pelo governo e parceiros na melhoria da capacidade operacional dos técnicos, com vista a acelerar o processo de desminagem, à luz dos compromissos internacionalmente assumidos por Angola.  

Face à actual escassez de recursos financeiros com que o país se debate, o responsável pediu uma gestão mais criteriosa dos fundos disponibilizados, aliada a melhor definição das prioridades e ao reforço da interacção com os parceiros.

Durante o encontro, que juntou a brigada da Casa Civil do Presidente da República, das FAA (Forças Armadas Angolanas, do Instituto Nacional de Desminagem (INAD), Ajuda Popular da Noruega e outras, foram abordadas questões ligadas à actual situação da acção contra minas, capacidade operacional, proposta do plano provincial de desminagem e gestão de informação.

O programa de desminagem em Malanje foi implementado em 1995.