Quinta, 03 de Dezembro de 2020
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INAC no Bié quer reforço da Rede de Protecção à Criança


08 Junho de 2020 | 17h31 - Actualizado em 08 Junho de 2020 | 17h31

Cuito - A Rede Provincial de Protecção à Criança na província do Bié deve reforçar e alinhar a sua actuação, com a reactivação dos serviços nos municípios do Andulo, Nharea, Cunhinga, Camacupa, Chitembo e Cuemba, para uma maior protecção dos menores.


O facto foi manifestado à ANGOP, no Cuito, pelo responsável do Instituto Nacional da Criança (INAC), Vasco Cambovo, quando falava a propósito do desempenho dessas redes a nível das sedes municipais do Bié.

O programa é coordenado pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) de forma rotativa e funciona em pleno apenas no Cuito, Chinguar e Catabola, com o auxílio da ong internacional World Vision.

Aferiu que a instituição está a trabalhar com os parceiros (ong, igrejas e outros) na criação, até Julho próximo, de mais Redes Municipais, para atendimento integral e protecção à criança, reforçando a responsabilidade social, quer do Governo Provincial e da sociedade civil.

Vasco Cambovo adiantou que a instituição vai, ao longo deste período, trabalhar com líderes religiosos no sentido de formarem cerca de mil 500 núcleos de protecção ao menor.

A reactivação destas redes, segundo  a fonte,  visa a denúncia de casos de violência que ocorrem, com maior frequência no seio familiar, tendo reiterado que devem funcionar com membros do Governo e da Sociedade Civil.

Sem avançar dados comparativos, revelou o registo pelo INAC local, de Janeiro até a presente data, de 148 casos de violência contra menores.

O Bié, com um milhão 455 mil 255 habitantes, registou, em 2019, 325 casos de violência, envolvendo 505 crianças.

A realização de uma Feira de Registo de Nascimento, em parceria com a Delegação Provincial da Justiça e Direitos Humanos, intensificação da sensibilização de pessoas para a denúncia de violação dos direitos da criança são, dentre várias acções, a serem desenvolvidas ao longo deste ano pela referida direcção do INAC.   

Consta, igualmente, a formação de quadros sobre o fluxo e parâmetros de atendimento à criança e adolescente vítimas de violência doméstica, o apoio moral a 100 crianças em conflitos com a lei, entre outras.

Dados estatísticos oficiais do INAC apontam que, em 2019,  este organismo notificou, nas 18 províncias do país, cinco mil 704 casos de violência psicológica, física, homicídios, abusos sexuais contra crianças, mais mil e 345 casos em relação a 2018.