Terça, 01 de Dezembro de 2020
    |  Fale connosco  |   Assinante    
 

Governo do Bié adverte empreiteiros


02 Julho de 2020 | 12h32 - Actualizado em 02 Julho de 2020 | 12h32

Cuito - O Governo da província do Bié promete levar a Tribunal as empreiteiras e empresas de fiscalização por incumprimento das cláusulas contratuais acordadas na execução das obras sócioeconomicas no quadro do Plano Integrado de Intervenção aos Municípios (PIIM).


A província inscreveu 161 projectos no PIIM, com realce para 50 escolas, 20 unidades sanitárias e a reabilitação e terraplanagem de 800 quilómetros, em nove municípios, assim como 100 quilómetros de estrada nas sedes municipais.

De acordo com o governador Pereira Alfredo, que falava hoje (quinta-feira), no Cuito, numa reunião com os empresários prestadores de serviços e fiscalização das infra-estruturas inseridas no PIIM, em caso de paralisação injustificada, os empreiteiros que têm sob responsabilidade os 69 projectos em execução vão responder judicialmente.

O governante adiantou que as empresas já receberam entre duas e três prestações, pelo que têm as condições para a execução das  obras do PIIM já consignadas desde final de 2019 e com prazos de até 12 meses.

Os empreiteiros admitiram não haver, por enquanto, constrangimentos maiores na execução das obras do PIIM, reiterando o cumprimento dos prazos contratuais, não só para ganharem confiança do Estado, mas também dos beneficiários.

Os 69 projectos sócio-económicos iniciados em finais de 2019 registam uma execução física na ordem dos 60 a 70 por cento, nos municípios de Nhârea, Andulo, Cuito, Chitembo, Cuemba e Camacupa.

Lançado em Junho de 2019 pelo Presidente da República, João Lourenço, o PIIM é implementado nos 164 municípios do país e conta com um financiamento equivalente em Kwanzas a dois mil milhões de dólares (USD), do Fundo Soberano de Angola.

No Bié, cujo valor exacto empregue não foi revelado, gera cerca de cinco mil empregos para os jovens e contempla projectos dos sectores da Educação, Saúde, Energia e Águas, terraplenagem de estradas terciárias, entre outros, que podem ser concluídos entre seis a 12 meses.