Terça, 01 de Dezembro de 2020
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Governador exige obras públicas de qualidade


10 Julho de 2020 | 22h45 - Actualizado em 11 Julho de 2020 | 12h59

Governador Rui Falcão (dir.), no acto de lançamento do PIIM no Bocoio Foto: Augusto Cordeiro

Benguela - O governador provincial de Benguela, Rui Falcão, exigiu hoje, sexta-feira, no município do Bocoio, aos empreiteiros que se candidatam à execução de obras públicas, que as façam com qualidade e durabilidade, evitando-se assim a consequente responsabilização.


Segundo Rui Falcão, que falava no acto de lançamento do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) naquela circunscrição, alguns ainda pensam que concorrer às obras públicas é uma forma de enriquecimento fácil, o que é errado, aludindo à necessidade de se cortarem “os vícios do passado”.

Apelou aos envolvidos na execução do PIIM, que ele deve ser encarado com seriedade, pois, os níveis de responsabilização individual nesse processo são elevados.

Na mesma senda, disse ser necessário fazer-se uma avaliação prévia das empresas que concorrem a esses concursos públicos.

“É preciso garantir que os empreiteiros tenham de facto capacidade de realização e verificar se os fiscais das obras estão de facto bem formados para fazerem esse acompanhamento e responsabilizá-los, pois, os fiscais são, no local da obra, o representante do seu dono”, frisou.

O governador defende que os fiscais devem ter formação específica para garantir a qualidade das obras e, caso não a tenham, que se contrate pessoas capazes.

No entanto, considera que os primeiros fiscais devem ser os beneficiários, as comunidades.

“Continuamos a apelar a todos que façam esse acompanhamento e ali onde verificarem alguma insuficiência, que denunciem imediatamente, para que se possa ir ao terreno constatar a realidade das coisas e corrigir quando necessário”, referiu.

Segundo Rui Falcão, quem não tem capacidade para construir obras de qualidade, não deve se candidatar aos concursos, pois, se assim o fizer, deverá assumir as suas responsabilidades.

Por outro lado, disse reconhecer que o PIIM não faz a cobertura total das necessidades da população, mas que é um passo significativo, sendo ainda necessário realizar um conjunto de obras para responder à demanda.

Entretanto, destacou que a nível do município do Bocoio existem também outros projectos em execução, no quadro do Programa de Investimentos Públicos e de Combate à Pobreza.

Sete contratos de consignação de obras públicas avaliadas em mil e 40 milhões de kwanzas, no âmbito do PIIM, foram assinados nesta sexta-feira, no município do Bocoio, entre a administração local e empreiteiros.

Trata-se da construção de três escolas de sete salas de aulas cada, um posto policial, terraplanagem de dois troços, bem como procedeu-se a entrega de gado bovino e charruas a ex-militares.