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Caála estuda mecanismos de alteração da toponímia


13 Julho de 2020 | 10h03 - Actualizado em 13 Julho de 2020 | 10h02

Município da Caála na província do Huambo

Foto: Pedro Parente



Caála - As autoridades do município da Caála (Huambo), em coordenação com as comissões de moradores, iniciaram, este mês, a estudar os mecanismos exigidos pela 14/16 (Lei de Bases da Toponímia), para atribuição de nomes às ruas e barros da municipalidade.


A informação foi avançada hoje, segunda-feira, à ANGOP, pelo director local dos Registos, Albano Catumbela, esclarecendo que o projecto facilitará a localização dos endereços, visto que nos documentos pessoais de vários munícipes vêm escritos casa sem número e rua sem nome.

Informou que o projecto de consolidação da proposta das nomenclaturas das ruas e bairros deverá estar pronto, nos próximos 20 dias, devendo, em seguida, ser remetido às autoridades competentes, com realce para o Ministério da Administração do Território (MAT), para a devida aprovação.

Albano Catumbela referiu que o projecto vai consistir, entre outros, na atribuição de novas nomenclaturas e validação das existentes, para uma melhor organização da vida social nas comunidades, assim como determinar a identificação mais exacta possível das localidades.

A título de exemplo, o responsável disse que na cidade da Caála, 23 quilómetros a Oeste da capital da província do Huambo, existem 17 zonas sem nomes e outras 18 já identificadas, mas que aguardam a validação das autoridades competentes, numa altura em que as 543 comissões de moradores, em coordenação com a administração local, estão empenhadas elaboração da proposta.

Depois da aprovação, de acordo com Albano Catumbela, seguir-se-á o processo de colocação de placas de identificação, quer no interior da cidade da Caála e arredores, quer nas comunas da Calenga, Catata e Cuima.

Conhecida no passado como “Rainha do Milho”, a municipalidade conta com uma população 342 mil e 463 habitantes, maioritariamente camponesa.