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Administradora de Cabinda defende combate cerrado à imigração ilegal


04 Agosto de 2020 | 20h30 - Actualizado em 04 Agosto de 2020 | 21h54

Cabinda - A nova administradora municipal de Cabinda, Helena Berta Marciano, defendeu, após tomar posse na nova função, segunda-feira, que o combate a imigração ilegal na cidade que agora administra será a principal prioridade durante o seu mandato à frente da capital da província mais à norte de Angola.


Ao falar no final da cerimómia realizada no palácio do governo local, a responsável sublinhou que o combate a imigração ilegal é fundamental para a diminuição da criminalidade e do comércio ilegal que se assiste nos mercados informais da cidade de Cabinda.

Notou, na ocasião que em Cabinda há um aglomerado de imigrantes ilegais que alteram a boa convivência dos munícipes, sobretudo devido a venda ambulante em locais impróprios e a criminalidade violenta, com maior incidência às praticadas por cidadãos estrangeiros ilegais.

Destacou, igualmente, o tráfigo de combustíveis e a violação constante das fronteiras, como crimes que a Administração municipal pretende acabar com a indissociável colaboração dos órgãos operativos do Ministério do Interior, mormente a Polícia Nacional.

Nomeada na sexta-feira (dia 31 de Julho), pelo governador Marcos Nhunga, em substituição de José Mangovo Tomé, apontou também como prioridades, a melhoria dos serviços de saúde, educação, habitação, energia e águas, saneamento básico, vias secundárias e terciárias.

As dificuldades nos sectores da Educação, Saúde, Energia e Águas, saneamento básico e vias de acesso, constam dos pontos a serem solucionados pela administradora, para o bem-estar dos cerca de 500 habitantes, das duas comunas.

Helena Berta Marciano, de 55 anos, desempenhou antes as funções de secretária provincial da Educação, Ciência e Tecnologia; de chefe do Departamento dos Assuntos Académicos do ISCED-Cabinda e vice-reitora para Assuntos Académicos e Pós-graduação da Universidade 11 de Novembro, da Região Académica número três.

De Janeiro a Fevereiro deste ano, antes da entrada no país do Estado de Emergência devido a Covid-19, foram expulsos da cidade de Cabinda para a República Democrática do Congo (RDC) 762 cidadãos que residiam ilegalmente no município sede de Cabinda, em virtude de imigrações irregulares.