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Covid-19: Polícia repudia actos de agressões aos efectivos


11 Agosto de 2020 | 22h01 - Actualizado em 11 Agosto de 2020 | 22h01

Waldemar José, Porta-Voz da Polícia Nacional

Foto: Gaspar dos Santos



Luanda - O porta-voz das forças de defesa e segurança nacional, comissário Waldemar José, repudiou, nesta terça-feira, em Luanda, os actos de enfrentamento e agressões aos efectivos das forças de defesa e segurança nacional, bem como à pessoas indefesas, apelando os cidadãos a evitarem a justiça por mãos próprias.


Ao fazer o balanço das acções desenvolvidas por este órgão de defesa, no âmbito da Situação de Calamidade Pública, que vigora em Angola desde o dia 26 de Maio último, o oficial da Polícia Nacional afirmou que os cidadãos continuam a enfrentar os efectivos da ordem e segurança, assim como a fazerem pré-julgamentos por represálias.

A título de exemplo, um grupo de pessoas agrediu de forma violenta dois efectivos da Polícia Nacional, no domingo último, na província do Bengo, por terem socorrido um cidadão que esteve na iminência de ser morto pela população.

Esclareceu que os agressores pretendiam tirar a vida de um cidadão que queimou os órgãos genitais da esposa, por motivações passionais, apelando à população a deixar de cometer crimes motivados pelo sentimento do ódio e da vingança.

Conforme o porta-voz, em consequência das graves agressões aos agentes policiais, os outros efectivos foram obrigados a fazer disparos de dispersão, que resultaram no ferimento de quatro cidadãos, em função do perigo que os agentes corriam diante da insistência dos agressores.

Acto continuo, narrou que os agressores perseguiram os efectivos até a um dos postos policiais daquela localidade, tendo destruído e ateado fogo a unidade policial.

Paralelamente a esse acto, ainda nesta terça-feira, em Benguela, um grupo de supostos criminosos disparam indiscriminadamente contra os efectivos da polícia, após terem sido interpelados no interior de uma viatura na via pública.

Em resposta dessa agressão, explicou, os policiais perseguiram a viatura dos supostos criminosos e efectuaram alguns disparos que resultaram no ferimento de dois cidadãos, sendo que um meteu-se em fuga e outro está detido, após ter recebido os primeiros cuidados médicos.

Informou que durante a perseguição aos agressores registou-se o capotamento da viatura da Polícia Nacional, causando o ferimento de seis efectivos e a  danificação parcial do veículo policial.

O comissário reportou também uma acção criminosa praticada de forma isolada por um efectivo da Polícia Nacional, que disparou contra um cidadão, na província do Cunene.

Referiu que o disparo efectuado pelo agente policial, que não estava no exercício das suas funções, foi motivado por um desentendimento entre ambos (agente policial e cidadão), tendo resultado num ferimento na região das costelas do cidadão desarmado, que se encontra a receber os cuidados médicos naquela província.

O agente em causa já está a ser responsabilizado pelo acto cometido.