Sexta, 04 de Dezembro de 2020
    |  Fale connosco  |   Assinante    
 

Administração do Lobito apoia vendedeiras da zona urbana


30 Setembro de 2020 | 15h19 - Actualizado em 30 Setembro de 2020 | 15h19

Benguela: Vendedora deixa de "zungar" frutas e passa a ter local fixo Foto: José Honório

Lobito - Cinquenta vendedoras de frutas e legumes, na zona urbana da cidade do Lobito, estão a receber faseadamente bancadas novas para melhor acomodação dos seus produtos, uma iniciativa da Administração Municipal, no âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza, apurou hoje, quarta-feira, a Angop.


Até ao momento, já foram distribuídas 24 das 50 bancadas, segundo informou a administradora adjunta para a área social, Maria Francisca Chinene, garantindo que as feirantes não pagam qualquer taxa.  “A  administração apenas exige a limpeza do local e supervisiona a manutenção das bancadas”, disse.

Sobre os efeitos práticos, referiu a melhoria na limpeza dos passeios e a diminuição de embaraços no trânsito, anteriormente causados também por elas, muitas vezes correndo o risco de serem atropeladas devido a pouca visibilidade causada pelos volumes carregados a cabeça.

Já as vendedoras manifestam satisfação pela iniciativa, pois, passam também a ter locais próprios para comercialização dos seus produtos, sem ter que percorrer a cidade.

Entrevistada pela Angop, Teresa Domingas, vendedora de banana, mamão e abacate, afirmou que já não precisa de andar vários quilómetros para conseguir vender os seus produtos, porque tem agora um lugar definido e bem localizado.

Joaquina Cacumba, por seu lado, disse que se sente mais confortável e já não precisa de estender um pano no chão para colocar a manga, laranja ou outra fruta, correndo o risco de misturar-se com areia e lixo.

“Vendemos os nossos produtos das nove da manhã até a 19 horas, se for necessário e, no fim, deixamos o lugar limpo”, explicou.

Por outro lado, ainda no âmbito do combate à pobreza, Maria Francisca Chinene acrescentou que teve início nesta segunda-feira (28), na administração, uma formação de 15 dias para os filhos de ex-militares, antigos combatentes e filiados de associações civis.

“Sessenta formandos vão aprender faseadamente técnicas agrícolas de gestão e de corte e costura”, referiu.

Por outro lado, seis cooperativas de ex-militares e três civis, bem como mulheres rurais da zona do  Culango e da comuna do Egipto Praia, vão beneficiar também, ainda esta semana, de fertilizantes, cuja quantidade não foi revelada.