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Países da África Central recomendam maior protecção aos pobres


30 Setembro de 2020 | 20h40 - Actualizado em 01 Outubro de 2020 | 09h56

Faustina Alves, ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher Foto: António Escrivão

Luanda - Os participantes ao Fórum de Desenvolvimento Social da Comunidade Económica dos Estados da África Central recomendaram, esta quarta-feira, os países membros a redobrarem as medidas de protecção das pessoas em situação de pobreza extrema, em face da Covid-19.


Numa reunião sobre o impacto da pandemia, em formato de vídeo-conferência, os membros analisaram situações de pobreza associadas a questão das desigualdades e exclusão social. Defenderam a troca de experiências no combate desta doença, tendo em conta cidadãos vulneráveis como crianças, mulheres e idosos.

No final, a ministra angolana da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Alves, sublinhou que o país tem trabalhado já neste sentido, com várias experiências de protecção a esse grupo alvo, numa altura em que a pandemia fez com os que Estados redimensionassem os seus planos.

Referiu haver 17 mil crianças, em família pobres, a beneficiarem actualmente do programa de transferências sociais monetárias "Valor Criança", com cinco mil kwanzas mês cada.

Existem ainda acções tendentes a educar a mulher para a auto-sustentabilidade, dotá-la de ferramentas para o empreendedorismo e empoderando-a no sentido de gerar renda.

A seu ver, um dos grandes problemas da África Central prende-se com dificuldades nos estudos e desenvolvimento de pesquisas para avaliar programas sociais.

O fórum abordou ainda os mecanismos de implementação de estratégias para remediar a pandemia e os desafios que os governos enfrentam no cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Além de Angola, participaram do encontro representantes da República Democrática do Congo (RDC), República Centro Africana (RCA), Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Burundi, Camarões e Tchade.