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Médico defende especialização de jornalistas


02 Outubro de 2020 | 09h28 - Actualizado em 02 Outubro de 2020 | 11h12

Chefe do Departamento de Saúde Pública, Balde Barnabé Foto: David Dias

Luena - O chefe do Departamento Provincial de Saúde Pública do Moxico, Balde Barnabé, defendeu quinta-feira, no Luena, a especialização dos jornalistas, para melhor abordagem das matérias ligadas ao sector.


O responsável manifestou tal pensamento quando dissertava o tema “O Papel dos Jornalistas na Promoção de Saúde Pública e a Sua Influência na Mudança de Comportamento dos Cidadãos”, no âmbito das comemorações do 5 de Outubro, dia da Rádio Nacional de Angola (RNA).

O também especialista em Medicina Geral sustentou que a especialização de jornalistas permitiria a elaboração de uma informação mais correcta, rigorosa e útil.

Apontou ainda como vantagem a transmissão de informações que permitam ao cidadão tomar decisões conscientes e válidas em relação ao seu estado de saúde.

O especialista reconheceu que os órgãos de comunicação social têm desempenhado papel importante para a mudança de comportamento dos cidadãos na prevenção e combate às grandes endemias na província, sobretudo a malária, a tuberculose, o HIV/SIDA e a Covid -19.

Já o jornalista Hilário Matuca, ao dissertar o tema “O Lugar da Rádio na Estratégia da Luta contra o Novo Coronavírus e Fontes de Informação”, sugeriu a adesão dos profissionais ao teatro e rádio-novela, para melhor passagem da mensagem sobre a prevenção da pandemia.

O igualmente politólogo aconselhou os jornalistas a contactarem sempre uma fonte de informação autorizada e a fazer auto-avaliação da matéria recolhida, antes de divulgá-lá.

O vice-governador provincial para a área política, económica e social, Víctor da Silva, referiu que a questão de especialização pode ser minimizada com a criatividade e a capacidade de autoformação dos profissionais da classe.

A admissão de colaboradores voluntários especializados em determinadas áreas é outra possibilidade apontada pelo governante.

Quanto às dificuldades com as fontes de informação, indicou que tem a ver com o carácter, a atitude e o domínio da matéria questionada por parte dos funcionários e de alguns gestores das instituições públicas.

Víctor da Silva considerou a RNA um parceiro do Estado na difusão da mensagem de esperança, na criação do homem novo, construção da Nação, edificação dos valores patrióticos de consolidação da democracia e da unidade nacional.

Para o governante, neste momento de incerteza em que se observa a propagação de notícias falsas nas redes sociais para a promoção do ódio, desinformação e demagogia, a rádio deve continuar firme no seu propósito de unir o país.

O aniversário da RNA assinala-se a 5 de Outubro, porquanto, naquela altura do ano 1976, o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, visitou pela primeira vez os estúdios centrais do órgão de comunicação social.