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Desmobilizados da Ex- FAPLA recebem kits profissionais


07 Outubro de 2020 | 12h50 - Actualizado em 07 Outubro de 2020 | 12h50

Moçâmedes -Vinte e quatro desmobilizados ex-militares da ex-FAPLA, no âmbito do acordo de Bicesse, Luena e Lusaka, receberam hoje kits profissionais para as áreas de serralharia, construção e corte e costura no município de Moçâmedes, província do Namibe.


O chefe do departamento provincial dos serviços do Instituto de Reintegração Social das ex-FAPLA (IRSM), Rodrigues Tiago, disse que dos 24 kits profissionais de reintegração seis são para as áreas de alvenaria, oito para costura e dez para serralharia.

Rodrigues Tiago disse que o projecto, orçado de cinco milhões e 15 mil kwanzas, foi financiado pelo Governo angolano, no  âmbito do programa de reintegração social do ex-militares.

O programa está sendo executado de forma faseada, estando, assim, previstos para os próximos meses, a oferta de kits profissionais nas  áreas de agricultura, pecuária e Pesca aos ex-militares dos municípios da Bibala, Virei, Kamucuio e Tômbwa.

“Após a formação de empreendendorismo realizada no Instituto de  Nacional de Formação profissional (Inefop), em Setembro, os beneficiários estão nesta altura munidos de  técnicas suficientes para dar iniciar ao seu  próprio negócio  com o suporte de  kits profissionais de reintegração”, referiu o gestor.

O sector controla a cerca de  mil e 821 ex-militares desmobilizados   e desempregados em toda extensão da província na condição de vulnerabilidade.

Deste do inicio das assinaturas dos  Acordos de Bicesse, Lusaka e Luena  até a presente data já foram reintegrados mil e 167 ex-militar desmobilizados.

A vice-governadora para área política, económica, social e política, Maiza Tavares, aconselhou aos beneficiários na melhor gestão dos meios recebidos, criando pequenos negócios que os ajudam a sustentar as suas famílias.

“ Os beneficiários devem transferir as suas experiências para os mais novos, entre   filhos e sobrinhos, porque existem várias profissões técnicas que estão em vias de extinção e que são  cada vez mais necessárias principalmente nesta fase que nos encontramos”, aconselhou.