Terça, 24 de Novembro de 2020
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Eleito comité técnico de gestão do orçamento dos munícipes de Icolo e Bengo


09 Outubro de 2020 | 16h48 - Actualizado em 09 Outubro de 2020 | 16h45

Icolo e Bengo - Um comité de gestão do orçamento do município do Icolo e Bengo, em Luanda, foi eleito hoje, sexta-feira, no centro cultural Agostinho Neto de Catete, visando trabalhar em prol do desenvolvimento local.


Composto por 11 membros, dos quais três mulheres, o órgão é um novo paradigma de governação, para acompanhar o orçamento cabimentado aos municípios, com vista auxiliar na resolução de alguns problemas do fórum social que passam as populações.

Com 57 votos, o munícipe licenciado em gestão financeira Emanuel Lourenço Miguel, morador do bairro da Fotosacala, comuna de Cabíri, foi eleito como coordenador, num eleitorado composto por munícipes, membros da administração local, autoridades tradicionais e religiosas, sociedade civil, entre outras.

Terá como adjunto o arquitecto Manuel Palhares, morador do bairro do km-44, distrito urbano de Bela Vista, votado com 25 votos.

Coordenou a eleição deste órgão o representante do Ministério da Administração do Território (MAT), Antero Mário, que, para além de parabenizar a organização do acto, disse que os eleitos deverão trabalhar nas áreas de saneamento básico, zonas verdes e iluminação pública.

As actividades culturais, grupos vulneráveis, manutenção de ruas e estradas deverão ser igualmente o foco da actuação deste comité técnico de gestão do orçamento dos munícipes.

Participaram deste acto mais de 200 munícipes.

Durante dois dias, Antero Mário foi prelector dos temas sobre o orçamento participativo e orçamento dos munícipes, onde realçou que estes constituem dois novos instrumentos que vão fazer parte da nova estratégia de governação angolana.

Segundo o prelector, o comité técnico de gestão do orçamento dos munícipes, que é financiado pelo Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, vai incidir em seis áreas, designadamente, saneamento básico, espaço verdes, apoio a grupos vulneráveis, iluminação pública, manutenção de estradas ou ruas e actividades culturais.

A nova estratégia de governação deverá já entrar em vigor a partir do dia 20 de Novembro do ano em curso, quer do orçamento participativo da administração local, como do orçamento dos munícipes.

Com uma filosofia nova que é da envolvência das comunidades na escolha dos projectos socioeconómicos com prioridades a serem implementados nas suas