Terça, 24 de Novembro de 2020
    |  Fale connosco  |   Assinante    
 

Famílias desalojadas no Sequele condicionam regresso aos apartamentos


15 Outubro de 2020 | 14h14 - Actualizado em 15 Outubro de 2020 | 15h59

Luanda - As 10 famílias de moradores no edifício 27, Bloco-2, da Centralidade do Sequele, município de Cacuaco, em Luanda, desalojados há seis dias, depois de uma explosão num apartamento, condicionaram o regresso às suas residências a apresentação de um relatório da empresa construtora da cidade ou da administração distrital.


Os moradores exigem que o relatório deve espelhar os resultados da avaliação das estruturas físicas do edifício, feito por peritos envolvidos, para que possam regressar aos apartamentos com segurança.

Neste momento, as famílias não concordaram ser alojadas provisoriamente em outros locais propostos pelas autoridades e continuam acampandas ao relento, de fronte ao edifício.

De acordo com o administrador distrital para a área técnica e infra-estruturas, Evandro Paim, já houve um primeiro contacto entre responsáveis para a área técnica da empresa construtora, do Fundo de Fomento Habitacional e moradores, onde foram dadas garantias verbais de que o edifício não está comprometido e não apresenta riscos para os moradores.

Depois do acidente, peritos do Fundo de Fomento Habitação, do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) e da empresa construtora do Sequele fizeram uma avaliação à estrutura do edifício e deram "luz verde" para o regresso das famílias.

Concluíram que a explosão, de acordo com o estudo, não afectou a estrutura do edifício.

O acidente, causado por fuga de gás, provocou, parcialmente, danos no apartamento onde houve a explosão, tendo arrancado portas e janelas nos demais.

A perícia concluiu que a explosão foi provocada por uma fuga de gás. Na sequência da ocorrência, ficou gravemente ferido um homem, que se encontra a receber tratamento médico numa unidade hospitalar.