Segunda, 23 de Novembro de 2020
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Covid-19: CLOSCA desencoraja ajuntamentos


25 Outubro de 2020 | 16h57 - Actualizado em 25 Outubro de 2020 | 16h56

Luanda - O Conselho de Líderes das Organizações da Sociedade Civil de Angola (CLOSCA) desencorajou, neste domingo, a participação de cidadãos em grandes ajuntamentos na via pública, para prevenir novos casos de Covid-19.


Num comunicado a propósito da manifestação de membros da sociedade civil, frustrada sábado (24), pela Polícia Nacional, a organização refere que o momento não é propício para grandes ajuntamentos.

O CLOSCA repudia os promotores desta última manifestação, não autorizada pelas autoridades de Luanda, tendo em conta o aumento de casos de Covid-19 em Angola.

Ao abrigo do novo Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública, em vigor desde sábado (24), estão proibidos ajuntamentos na via pública com mais de cinco pessoas.

Ainda assim, os manifestantes avançaram para a tentativa de protesto, com centenas de cidadãos, na maioria jovens, a protagonizaram afrontamentos à Polícia Nacional e vandalizaram bens públicos.

Os mesmos tentaram protestar contra a não indicação de uma data para as eleições autárquicas, a falta de emprego, assim como exigirem melhores condições sociais.

Para o CLOSCA, esta prática "fere a ética e a boa conduta social e patriótica", pelo que pede a responsabilização judicial e criminalmente dos seus intervenientes e organizadores.

A manifestação de sábado também já mereceu o repúdio da governadora de Luanda, Joana Lina, que considerou perigoso estes ajuntamentos, apesar de as manifestações estarem consagradas na Constituição.

A governante apelou ao bom senso da sociedade, no sentido de evitar aglomerados na via pública, nesta fase de pandemia, para prevenir contaminações em massa.

Até sábado, o quadro epidemiológico da pandemia no país contabilizava 9.026 casos positivos, dos quais 267 óbitos, 3.461 recuperados e 5.298 activos.