Sexta, 04 de Dezembro de 2020
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Ex-militares congratulam-se com anúncio de entrega de tractores


21 Outubro de 2020 | 15h24 - Actualizado em 21 Outubro de 2020 | 15h23

Luanda - Lideres de diversas associações ligadas à defesa dos interesses de ex-militares congratularam-se com o anuncio do Chefe de Estado, João Lourenço em proceder à entrega de 500 tractores para o fomento da agricultura.


O  presidente da República anunciou, durante o seu discurso, no dia 15,  sobre o estado da nação do Parlamento, que o Governo angolano prevê pagar a fundo perdido os primeiros 500 tractores da nova indústria de montagem, inaugurada a 14 de Outubro deste ano, em Viana (Luanda).

Disse que os tractores serão entregues a famílias camponesas em todo território nacional, pelo facto de mais de 90% da produção agrícola do País ser resultado do esforço dessa classe, sendo que a maioria das famílias camponesas ainda trabalha com enxadas e catanas.

Em declarações à Angop, em reacção a este pronunciamento, o presidente da Associação de Apoio aos Combatentes das ex-Fapla (Ascofa), Caetano António Marcolino, manifestou a sua satisfação  pela medida do Executivo, porque vai contribuir para o aumento da produção agrícola no país.

Na sua óptica, a mesma irá impulsionar a  dinamização das 32 cooperativas agrícolas que a sua associação  controla actualmente em todo o país.

No entanto, o líder associativo chamou à atenção para que a entrega dos tractores e seus acessórios seja controlada para que não sejam desviados para fins contrários ao espírito e objectivo traçado pelo Executivo.

Caetano António Marcolino defende que os meios sejam entregues às associações que controlam as  cooperativas agrícolas, por serem elas que tem conhecimento de onde eles são necessários.

Apontou, por outro lado, que esta medida seja acompanhada de  políticas que contribuam para o escoamento dos produtos, evitando-se  a degradação dos mesmos. “ Uma das formas para  materializarmos este objectivo é a cedência de créditos bancários  para a aquisição de meios de transporte”.

Pediu igualmente o apoio do empresariado no escoamento dos produtos  das cooperativas agrícolas, defendendo a assinatura de protocolos de cooperação, onde ambas as partes tenham vantagens.

Por seu turno, o secretário-geral da associação nacional de deficientes de Angola (Anda), Justino Damião Morais, afirmou que esta medida do Executivo angolano visa contribuir para a inserção na sociedade das pessoas com deficiência.

Referiu que a mesma vai dinamizar, de igual modo, o aumento da produção das 12 cooperativas que a Anda controla actualmente em todo o país.

Além da distribuição dos tractores, as autoridades deviam fazer um esforço no sentido de entregarem também às associações de pessoas com deficiência  sementes e  outros “in puts” para  facilitar o  aumento da produção.

Por sua vez, o presidente da Associação dos Angolanos Militares Mutilados de Guerra (Ammiga), Domingos Martins Ngola, considerou positiva a medida do Chefe de Estado, pelo facto de vir solucionar algumas dificuldades que os associados enfrentam.

Para o líder associativo apesar da Ammiga apenas ter uma cooperativa em actividade na província da Huíla é  pioneira neste tipo de actividade, ao juntar 12 tribos da mesma região.

É da opinião que com a entrega dos tractores muitos ex-militares terão a possibilidade de criarem rendimentos que permitam o sustento das suas  famílias.