Sexta, 04 de Dezembro de 2020
    |  Fale connosco  |   Assinante    
 

Custos operacionais do novo sistema de água avaliados em Akz seis milhões/mês


27 Outubro de 2020 | 19h01 - Actualizado em 27 Outubro de 2020 | 19h10

Mbanza Kongo - Os custos operacionais do novo sistema de abastecimento de água para a cidade de Mbanza Kongo, capital da província do Zaire, estão avaliados em mais de seis milhões de kwanzas/mês, cuja maior fatia destina-se para a aquisição de reagentes.


As receitas resultantes da cobrança do consumo de água deste novo sistema, que tem a capacidade de mil e 50 metros cúbicos por hora, rondam os cinco milhões de kwanzas por mês, numa altura em que a dívida dos sete mil e 200 clientes está avaliada em nove milhões de kwanzas.

A empresa construtora chinesa (CTCE) continua a encarregar-se da compra dos referidos reagentes, até 2022, altura em que esta responsabilidade passará para a Empresa Provincial de Água e Saneamento do Zaire (EPASZ), constituída há menos de um ano.

Face à situação, o coordenador da Empresa Provincial de Águas e Saneamento do Zaire (EPASZ), Diasonama Nsoki, antevê incapacidade de suportar os encargos operacionais do novo sistema que passará sob sua tutela, dada a baixa colheita de receitas, agravada com o aumento das dívidas por parte dos clientes.

“A compra de reagentes, como hipocloreto de cálcio, sulfato de alumínio e hidróxido de potássio, são os que mais custos adicionam ao processo”, salientou.

Na ocasião, o responsável, que falava à margem de uma visita dos profissionais da ANGOP, apontou como solução o aumento, nos próximos anos, do número de ligações para cerca de 30 mil, contra os actuais sete mil e 200 beneficiários.

Numa outra vertente, a fonte avançou que estão em formação 10 jovens nacionais que irão se ocupar de toda a unidade de produção de água, desde a captação, tratamento e distribuição, processo que ainda está a cargo de técnicos chineses.

O novo sistema de captação, tratamento e distribuição de água de Mbanza Kongo, que custou USD 46 milhões, tem capacidade de atender cerca de 150 mil consumidores, dos 155 mil e 174 habitantes da cidade de Mbanza Congo.

Substituiu o antigo herdado do colono, com capacidade de 450 metros cúbicos por hora, que atendia apenas cinco mil consumidores do casco urbano.