Quarta, 02 de Dezembro de 2020
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FAS forma ADECOS para operacionalização do Kwenda no Mungo


26 Outubro de 2020 | 19h22 - Actualizado em 26 Outubro de 2020 | 19h19

Huambo - Cinquenta e sete Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário (ADECOS) participam, desde hoje, segunda-feira, numa formação metodológica sobre técnicas de operacionalização do Programa de Fortalecimento do Sistema de Protecção Social "Kwenda", no município do Mungo, província do Huambo.


A acção formativa, uma iniciativa do Fundo de Apoio Social (FAS), terá a duração de cinco dias.

Ao discursar no acto de abertura do certame, o vice-governadora para o sector Político, Social e Económico do Huambo, José Cornélio, fez saber que os dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) apontam o município do Mungo como o que se encontra a baixo da linha da pobreza.

Dai o seu enquadramento no programa “Kwenda” como resposta à necessidade de se elevar o nível de vida da população da municipalidade.

De acordo ainda com o responsável, o Kwenda reveste-se de capital importância por responder ao primeiro eixo do Programa Nacional de Desenvolvimento (PND), que privilegia o bem-estar da população, cuja sua implementação permitirá que as populações contempladas alcancem novos horizontes de vida.

Apelou aos ADECOS ao espírito patriótico no cumprimento das suas tarefas, de modo a contribuem na implementação, com êxito, das políticas do Estado que visam o desenvolvimento do país.

José Cornélio disse esperar ainda, dos mesmos, contributo na mobilização das populações sobre o cumprimento das medidas de biossegurança e de prevenção da covid-19 nas comunidades.

Os ADECOS estão a ser capacitados em matérias de micro-áreas e metodologias de intervenção comunitárias e manuseamento de ferramentas técnicas e tecnológicas, de modo a prepará-los para os processos de cadastramentos de 23 mil e 620 agregados familiares  previstos para serem contemplados mo quadro do Kwenda.

O Kwenda surge para dar resposta a um conjunto de políticas de assistência e protecção social a favor de cidadãos e famílias pobres ou em situação de maior vulnerabilidade, atribuindo para cada uma delas 25 mil kwanzas, por trimestre.

Ao nível do país, o programa iniciado oficialmente em Maio deste ano, com a previsão de três anos de execução, prevê abranger um milhão e 608 mil famílias, mas cada uma irá beneficiar de transferência monetária apenas por 12 meses.

Vivem no município do Mungo, cuja sede está localizada 130 quilómetros a Norte da cidade do Huambo, 129 mil e 557 habitantes, maioritariamente camponeses, que fazem da cultura do milho, feijão, soja, batata, ananás e hortícolas diversas, a principal fonte de sustento.