Quinta, 03 de Dezembro de 2020
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Sindicato repudia detenção de jornalistas


26 Outubro de 2020 | 21h24 - Actualizado em 26 Outubro de 2020 | 21h56

jornalistas em funções no ciam (arquivo) Foto: Domingos Cardoso

Luanda - O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) repudiou, nesta segunda-feira, a detenção, pela Polícia Nacional, dos jornalistas que reportavam, sábado último, uma manifestação contra as políticas do Governo.


Em comunicado, o órgão considerou que as sucessivas e arbitrárias detenções destes profissionais no exercício das suas funções "retira à Polícia Nacional a autoridade moral para reclamar dos cidadãos o respeito às leis do País".

Conforme o sindicato, a detenção de quatro jornalistas e um motorista da Rádio Essencial, por mais de 48 horas, e outros três por algumas horas, da Zimbo e da Agência France Press, configura desrespeito à profissão de jornalistas, mas também da própria Constituição.

"A Polícia Nacional prestou, mais uma vez, um mau exemplo, para uma instituição que se quer republicana e ao serviço dos cidadãos", refere o comunicado.

O SJA desafia a Polícia Nacional a justificar, à luz da lei e do Direito, os atropelos reiterados dos seus agentes ao direito dos jornalistas de exercitarem a Liberdade de Imprensa, uma garantia constitucionalmente tutelada em Angola.

Agradece, por outro lado, a colaboração e o empenho do ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social para a soltura dos jornalistas, arbitrariamente detidos.

Apela a sociedade a cessar com as ameaças à integridade física dos jornalistas da Televisão Pública de Angola (TPA), apesar de reconhecer o direito que esta tem de exigir um jornalismo plural e de qualidade.

O SJA recorda que, num Estado democrático e de direito, qualquer ofensa às expectativas ou direitos deve ser reparada pelas instâncias criadas pelo Estado, e não por via da agressão.