Quinta, 26 de Novembro de 2020
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TAAG moderniza frota com Boeing 787


29 Setembro de 2018 | 01h58 - Actualizado em 05 Outubro de 2018 | 12h01

Rui Carreira, Presidente da Comissão Executiva da TAAG Foto: António Escrivão

Luanda - A TAAG deverá adquirir, em 2019, onze aviões de médio curso, no âmbito do programa de modernização da companhia, além de aeronaves de última geração do tipo Boeing 787, para as rotas de longo curso.


A informação foi prestada à Angop, na noite de sexta-feira, pelo Presidente da Comissão Executiva da TAAG, SA, Rui Carreira, em entrevista concedida à margem da gala de comemoração do 80º aniversário da Aviação Civil Angolana, assinalado dia 8 de Setembro.

Revelou, na ocasião, que o maior projecto da companhia angolana de bandeira passa pela substituição da sua frota, com estas novas aquisições, para os voos de médio curso, visando a conquista do mercado africano.

Apesar de não haver ainda rotas definidas, justificou, as pesquisas de mercado começarão brevemente, uma vez que há bons indicadores, “mas não queremos fazer com muita antecedência, porque o mercado é bastante volátil; cresce e retrai-se, pelo que, na devida altura, anunciaremos os novos destinos”.

Com relação a frota de longo curso, lembrou que, na recente visita aos Estados Unidos da América, o Presidente da República, João Lourenço, lançou os dados sobre aquilo que será a renovação da frota da TAAG.

Assegurou, por outro lado, que a companhia está preparada para atender a procura que se prevê, com a entrada em vigor do Visto do Investidor, uma novidade da proposta de Lei do novo regime jurídico dos cidadãos estrangeiros, apreciada dia 20 deste mês, pela IX sessão do Conselho de Ministros, para ir a discussão no Parlamento.

Com o mesmo visto, pretende-se facilitar a abertura de Angola ao mundo, pois que, na nova proposta de lei, este deixa de ser consular e passará a ser atribuído em território nacional, mediante parecer da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportação (AIPEX).

Segundo Rui Carreira, a TAAG está a preparar-se para acolher as grandes iniciativas que dizem respeito ao lançamento do turismo em Angola.

Sobre o posicionamento da TAAG no mercado, o antigo director do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC) disse que esta é uma empresa viável, que sempre cumpriu com a sua missão, voando actualmente para mais de 30 destinos.

Na ocasião, reconheceu que a TAAG ainda é uma empresa deficitária, que enfrenta problemas relacionados, essencialmente, com questões operacionais e de preço dos combustíveis, com custos muito elevados.

Neste momento a TAAG não tem lucros, fixando-se as receitas entre os 700 a 800 milhões de dólares por ano, um quadro que o novo Conselho de Administração, nomeado a 20 do corrente mês, pretende inverter.

Realizada sob o lema “TAAG – 80 anos a ligar Angola ao mundo”, a gala comemorativa serviu de abertura das actividades alusivas ao octogenário da aviação civil, (que coincide com a fundação da ex-DTA, extinta em 1973) que decorrerão até ao dia 13 de Fevereiro de 2019, dia da TAAG.

De 1973 aos dias de hoje, a companhia angolana passou de Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada (SARL), a Unidade Económica Estatal (UEE), e dos jactos, aos Boeings 737, depois aos B-707, atingiu os triple seven e hoje prepara-se para adquirir o 787, o famoso Dreamliner de longo curso, no momento de transformação da empresa.