Terça, 01 de Dezembro de 2020
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Covid-19: Angolanos retidos no Brasil de regresso


11 Julho de 2020 | 18h09 - Actualizado em 11 Julho de 2020 | 19h05

Bandeiras de Angola (esq) e do Brasil, dois países com fortes relações históricas, diplomáticas e de irmandade Foto: Arte de Osvaldo Pedro

Luanda - Cerca de 250 angolanos retidos no Brasil por causa da covid-19 regressam ao país, nesta quinta-feira (dia16), em virtude de um voo especial excepcional, a ser realizado pela companhia aéra nacional - TAAG - pela primeira vez.


Trata-se do primeiro voo humanitário de resgate de compatriotas que a Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate a essa pandemia direcciona para este país sul-americano de onde já regressaram angolanos em outras circunstâncias e operadoras aeronáuticas.

Assim, o Boeing 777-300 deverá sair do Brasil (país com fortes ligações históricas com Angola) na madrugada do dia 16, com previsões de chegada a Luanda, na tarde da mesma quinta-feira, trazendo estudantes, comerciantes e profissionais distintos, entre outros.

Segundo apurou a Angop de fonte aeronáutica, outros voos poderão acontecer para e de outros pontos, desde que autorizados ou orientados pelo Governo, em coordenação com as autoridades desses países e mediante disponibilidade dos Centros de Quarentena.

Esse inédito voo para o Brasil acontece cinco meses após o despoletar da doença na cidade chinesa de Wuhan, em Dezembro de 2019, e depois de a TAAG ter já resgatado angolanos em Portugal, Turquia, Rússia e China.

Entre Março à presente data, trouxe também equipamentos de biossegurança e hospitalares da China e África do Sul, este último país, de onde transportou, nesta quinta-feira (dia 9) 449 angonalos em dificuldades neste país da África Austral.

Até ao momento, segundo o Governo angolano já regressaram ao país 5.771 cidadãos angolanos desde o fecho de fronteiras, dos quais 1.470 da África do Sul, 2.158 de Portugal, 512 do Brasil e os restantes de outras origens.

Entre os demais países, de acordo com o ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião constam Cuba, Rússia, Namíbia, Zâmbia, Zimbabué, Índia, Turquia, República do Congo e República Democrática do Congo.

À exceção dos voos dos dias 17 e 18 de Março, todos cidadãos cumpriram quarentena institucional nos centros do Calumbo 1 e 2, e em hotéis previamente seleccionados pela Comissão e foram submetidos a testes.

Do total dos regressados, informaram as autoridades, comprovou-se  49 casos importados.