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Covid-19: Ruptura de stock de testes impede viagem


16 Setembro de 2020 | 18h42 - Actualizado em 16 Setembro de 2020 | 19h31

Zaire: Aeroporto do Soyo

Foto: Rosário dos Santos



Soyo - Mais de trinta passageiros da cidade do Soyo, província do Zaire, que pretendiam viajar esta quarta-feira para Luanda, pela companhia aérea nacional TAAG, ficaram em terra devido à ruptura de testes serológicos da Covid-19.


A informação foi prestada à imprensa, pelo chefe de escala da TAAG na circunscrição, Baptista Pedro Mujeito, no acto de inauguração do novo avião comercial Dash 8-400 na rota Luanda/Soyo e vice-versa.

A suspensão das frequências domésticas pela companhia de bandeira aconteceu em Março deste ano, devido à pandemia da Covid-19.

De acordo com o responsável, o voo de 72 lugares regressou à capital do país transportando nem sequer metade da sua capacidade, exactamente 16 passageiros, por alegada falta de testes da Covid-19 em unidades sanitárias públicas da região.

Explicou que parte de passageiros que seguiu viagem para Luanda recorreu à clínica privada Sagrada Esperança, onde realizou testes da Covid-19, desembolsando doze mil e oitocentos (12.800) Kwanzas por cada exame.

Informou que a TAAG passará todas as quartas-feiras a realizar um voo para a vila petrolífera do Soyo, devendo o passageiro desembolsar 63 mil e 300 Kwanzas de bilhete de ida e volta.

Paulo Maria, um dos passageiros ouvido pela ANGOP, disse ter testado para Covid-19 em clínica privada, tendo solicitado às autoridades sanitárias a envidarem esforços para repor o stock de testes serológicos na região.

Pediu as entidades locais a criação de um espaço no Aeroporto Comandante Ndozi só para o rastreio dos passageiros.  

O administrador municipal adjunto do Soyo para o sector Político, Social e Comunitário, José Suca Londa, confirmou a ruptura há mais de cinco dias do stock de testes de Covid-19 no município.

Segundo disse, parte dos testes serológicos que o município dispunha foi usado para o rastreio dos funcionários das empresas petrolíferas sedeadas na região, incluindo os seus contactos mais próximos.

“Já solicitamos ao Ministério da Saúde para nos disponibilizar mais testes serológicos para se acabar com essa situação, que tanto constrangimento cria aos passageiros e não só”, disse.