Acordo de Governo da Líbia pede ajuda para expulsar russos do país

Trípoli - O ministro da Defesa do Governo de Acordo Nacional da Líbia, Salahal-Nimroush, apoiado pelas Nações Unidas, pediu aos Estados Unidos e aos aliados de Washington auxílio para expulsar as forças russas destacados no país.

"A planificação das nossas eleições está em perigo e apenas podem ser protegidas com uma estratégia sólida e activista que implique o apoio dos nossos aliados do mundo livre", escreveu Salahal-Nimroush no "Livro Branco" da Fundação para a Democracia e os Direitos Humanos, apresentado a elementos da administração de Joe Biden.

A notícia foi avançada pelo diário "The Libya Observer", que confirmou a informação junto do presidente desta fundação, Emadeddin Muntasser.

O documento está agora nas mãos do conselheiro para a Segurança Nacional dos Estados Unidos da América (EUA), Jack Sliven, assim como por responsáveis dos governos de Itália, Alemanha, Reino Unido e Turquia.

Em linha com o pedido da tutela da Defesa líbia, um elemento do conselho presidencial alertou que mercenários que pertencem à empresa militar privada russa Wagner não respeitam os acordos para se retirarem da Líbia.

Por isso, insistiu no pedido aos aliados para expulsar este grupo mercenários através de "todos os meios e o quanto antes".

"O Grupo Wagner deu ao Governo russo o poder e os meios para influenciar o terreno político, militar e económico da Líbia", assinalou este elemento do conselho presidencial, acrescentando que é não só uma ameaça para o país, como também para os Estados-membros da União Europeia e para os EUA.

O proprietário desta empresa, Yevgeny Prighozin, um oligarca próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, exigiu alegadamente um encontro com responsáveis líbios para que 30% dos lucros provenientes da exploração do petróleo fossem transferidos para o marechal Muammar Kadhafi, líder do executivo não reconhecido.

Há cerca de duas semanas, o Fórum para o Diálogo Político na Líbia, um organismo criado pela ONU, elegeu o novo Conselho Presidencial e um primeiro-ministro que durante os próximos dias deverão formar um Governo de Unidade Nacional transitório que conduza o país a eleições legislativas previstas para Dezembro deste ano.

Dez anos após a revolta apoiada pela NATO, que derrubou o regime de Muammar Kadhafi, em 2011, a Líbia ainda está minada por lutas pelo poder, divididas entre duas autoridades rivais com implicações estrangeiras.

Em 23 de Outubro, as duas partes rivais assinaram um acordo de cessar-fogo permanente, com "efeito imediato", após cinco dias de conversações em Genebra sob a égide da ONU.

A 05 de Fevereiro, o engenheiro e empresário Abdel Hamid Dbeibah foi nomeado primeiro-ministro interino, juntamente com um Conselho Presidencial de Transição de três membros, para liderar a transição até às eleições nacionais de Dezembro de 2021.

"A planificação das nossas eleições está em perigo e apenas podem ser protegidas com uma estratégia sólida e activista que implique o apoio dos nossos aliados do mundo livre", escreveu Salahal-Nimroush no "Livro Branco" da Fundação para a Democracia e os Direitos Humanos, apresentado a elementos da administração de Joe Biden.

A notícia foi avançada pelo diário "The Libya Observer", que confirmou a informação junto do presidente desta fundação, Emadeddin Muntasser.

O documento está agora nas mãos do conselheiro para a Segurança Nacional dos Estados Unidos da América (EUA), Jack Sliven, assim como por responsáveis dos governos de Itália, Alemanha, Reino Unido e Turquia.

Em linha com o pedido da tutela da Defesa líbia, um elemento do conselho presidencial alertou que mercenários que pertencem à empresa militar privada russa Wagner não respeitam os acordos para se retirarem da Líbia.

Por isso, insistiu no pedido aos aliados para expulsar este grupo mercenários através de "todos os meios e o quanto antes".

"O Grupo Wagner deu ao Governo russo o poder e os meios para influenciar o terreno político, militar e económico da Líbia", assinalou este elemento do conselho presidencial, acrescentando que é não só uma ameaça para o país, como também para os Estados-membros da União Europeia e para os EUA.

O proprietário desta empresa, Yevgeny Prighozin, um oligarca próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, exigiu alegadamente um encontro com responsáveis líbios para que 30% dos lucros provenientes da exploração do petróleo fossem transferidos para o marechal Muammar Kadhafi, líder do executivo não reconhecido.

Há cerca de duas semanas, o Fórum para o Diálogo Político na Líbia, um organismo criado pela ONU, elegeu o novo Conselho Presidencial e um primeiro-ministro que durante os próximos dias deverão formar um Governo de Unidade Nacional transitório que conduza o país a eleições legislativas previstas para Dezembro deste ano.

Dez anos após a revolta apoiada pela NATO, que derrubou o regime de Muammar Kadhafi, em 2011, a Líbia ainda está minada por lutas pelo poder, divididas entre duas autoridades rivais com implicações estrangeiras.

Em 23 de Outubro, as duas partes rivais assinaram um acordo de cessar-fogo permanente, com "efeito imediato", após cinco dias de conversações em Genebra sob a égide da ONU.

A 05 de Fevereiro, o engenheiro e empresário Abdel Hamid Dbeibah foi nomeado primeiro-ministro interino, juntamente com um Conselho Presidencial de Transição de três membros, para liderar a transição até às eleições nacionais de Dezembro de 2021.