África do Sul: ANC Celebra 109 anos de existência

  • Celebration of the 109th anniversary of the ANC
Pretória - O Congresso Nacional Africano (ANC - na sigla em inglês), partido que suporta o executivo sul-africano, celebra, hoje (8 de Janeiro de 2021), 109 anos desde a sua fundação.

 

Por: Raquel Betlehem

A comemoração deste aniversário ocorre, pela primeira vez, num formato completamente diferente do habitual, em que o país parava para as boas vindas ao mais antigo movimento de libertação de África, numa celebração presencial com a duração de vários dias (jornadas) e que abarcava todo o território.

 

O ANC é o partido no poder na África do Sul da era pós-apartheid, desde a eleição do Presidente Nelson Mandela, em 1994, quando o país foi pela primeira vez às urnas em eleições multipartidárias, dando origem ao nascimento da democracia no território. Desde então, o Congresso Nacional Africano foi vencendo todas as demais eleições. A nova Constituição da República foi adoptada dois anos depois, em 1996.

 

O ANC foi re-eleito em 1999, no ciclo nacional e provincial (autarquias), com vantagem acentuada e um mandato reforçado.

 

Cyril Ramaphosa é o Presidente da África do Sul e Líder do ANC, desde 18 de Dezembro de 2017. Na era da democracia, o partido contou com outros dois presidentes, nomeadamente Thabo Mbeki (1999-2004) e Jacob Zuma (2009 - 2014).

 

Devido ao surgimento da pandemia da Covid-19 na África do Sul, em Março de 2020 – doença que foi evoluindo de forma extremamente rápida e hoje já vive a segunda vaga, trazendo consigo uma nova variante do coronavírus 501.V2 – à semelhança de todas as outras actividades, o acto central desta efeméride é este ano marcado de forma virtual.

 

O Presidente do partido dirige-se aos seus membros, simpatizantes e amigos, através da televisão nacional e por intermédio das mais variadas plataformas digitais.

 

São 109 anos de um partido que diz ter a obrigação de estreitar, cada vez mais, a unidade e renovar, de forma profunda, o movimento, um compromisso traçado e que deve ser seguido por todos os seus, de modo a deixar um legado às futuras gerações.

 

Ao longo dos preparativos, o Comitê Executivo Nacional (NEC- na sigla em inglês) endereçou os seus agradecimentos ao povo sul-africano, por responder satisfatoriamente à união de esforços no combate à pandemia.

 

“As nossas acções, comportamentos enquanto indivíduos ou comunidades, irão determinar se venceremos ou não esta luta contra o Coronavírus”, escreve o NEC na sua nota oficial, em alusão às festividades.

 

O partido está a seguir de perto os planos do executivo no que concerne a vacinação, ressaltando o esforço posto em marcha de forma antecipada para a aquisição das vacinas, de modo a que a população seja imunizada o mais depressa possível, acrescenta o documento partidário.

 

Fundado aos 8 de Janeiro de 1912, por John Langalibalele Dube, em Mangaung (Bloemfontein - a capital da província de Free State), com o nome inicial de Congresso Nacional dos Nativos da Africa do Sul (SANNC), a organização teve como missão inicial juntar todos os africanos como um único povo, para defender os seus direitos e liberdades. Isto incluía que as populações negra e mestiça, na África do Sul, tivessem todos os mesmos direitos ao voto.

 

Outro objectivo era mobilizar o povo africano a alinhar na luta para mudar as tendências políticas, económicas e sociais existentes durante a época do regime de segregação racial (o apartheid), que vigorava no país.

 

“Por dez décadas, o ANC liderou a luta contra o racismo e a opressão, organizando resistência massiva, mobilizando a comunidade internacional, e avançou com a luta armada contra o apartheid", pode-se ler no documento.

 

O Congresso Nacional Africano resulta de uma histórica aliança com o Partido Comunista da África do Sul (SACP) e o Congresso dos Sindicatos da África do Sul (COSATU), naquilo que se denomina Tripla Aliança.

A SACP e a COSATU nunca concorreram em nenhum pleito eleitoral, na África do Sul, mas alimentaram candidatos através do ANC. Ambas ocupam posições seniores dentro do partido e influenciam no diálogo e programas deste.

 

Por: Raquel Betlehem

A comemoração deste aniversário ocorre, pela primeira vez, num formato completamente diferente do habitual, em que o país parava para as boas vindas ao mais antigo movimento de libertação de África, numa celebração presencial com a duração de vários dias (jornadas) e que abarcava todo o território.

 

O ANC é o partido no poder na África do Sul da era pós-apartheid, desde a eleição do Presidente Nelson Mandela, em 1994, quando o país foi pela primeira vez às urnas em eleições multipartidárias, dando origem ao nascimento da democracia no território. Desde então, o Congresso Nacional Africano foi vencendo todas as demais eleições. A nova Constituição da República foi adoptada dois anos depois, em 1996.

 

O ANC foi re-eleito em 1999, no ciclo nacional e provincial (autarquias), com vantagem acentuada e um mandato reforçado.

 

Cyril Ramaphosa é o Presidente da África do Sul e Líder do ANC, desde 18 de Dezembro de 2017. Na era da democracia, o partido contou com outros dois presidentes, nomeadamente Thabo Mbeki (1999-2004) e Jacob Zuma (2009 - 2014).

 

Devido ao surgimento da pandemia da Covid-19 na África do Sul, em Março de 2020 – doença que foi evoluindo de forma extremamente rápida e hoje já vive a segunda vaga, trazendo consigo uma nova variante do coronavírus 501.V2 – à semelhança de todas as outras actividades, o acto central desta efeméride é este ano marcado de forma virtual.

 

O Presidente do partido dirige-se aos seus membros, simpatizantes e amigos, através da televisão nacional e por intermédio das mais variadas plataformas digitais.

 

São 109 anos de um partido que diz ter a obrigação de estreitar, cada vez mais, a unidade e renovar, de forma profunda, o movimento, um compromisso traçado e que deve ser seguido por todos os seus, de modo a deixar um legado às futuras gerações.

 

Ao longo dos preparativos, o Comitê Executivo Nacional (NEC- na sigla em inglês) endereçou os seus agradecimentos ao povo sul-africano, por responder satisfatoriamente à união de esforços no combate à pandemia.

 

“As nossas acções, comportamentos enquanto indivíduos ou comunidades, irão determinar se venceremos ou não esta luta contra o Coronavírus”, escreve o NEC na sua nota oficial, em alusão às festividades.

 

O partido está a seguir de perto os planos do executivo no que concerne a vacinação, ressaltando o esforço posto em marcha de forma antecipada para a aquisição das vacinas, de modo a que a população seja imunizada o mais depressa possível, acrescenta o documento partidário.

 

Fundado aos 8 de Janeiro de 1912, por John Langalibalele Dube, em Mangaung (Bloemfontein - a capital da província de Free State), com o nome inicial de Congresso Nacional dos Nativos da Africa do Sul (SANNC), a organização teve como missão inicial juntar todos os africanos como um único povo, para defender os seus direitos e liberdades. Isto incluía que as populações negra e mestiça, na África do Sul, tivessem todos os mesmos direitos ao voto.

 

Outro objectivo era mobilizar o povo africano a alinhar na luta para mudar as tendências políticas, económicas e sociais existentes durante a época do regime de segregação racial (o apartheid), que vigorava no país.

 

“Por dez décadas, o ANC liderou a luta contra o racismo e a opressão, organizando resistência massiva, mobilizando a comunidade internacional, e avançou com a luta armada contra o apartheid", pode-se ler no documento.

 

O Congresso Nacional Africano resulta de uma histórica aliança com o Partido Comunista da África do Sul (SACP) e o Congresso dos Sindicatos da África do Sul (COSATU), naquilo que se denomina Tripla Aliança.

A SACP e a COSATU nunca concorreram em nenhum pleito eleitoral, na África do Sul, mas alimentaram candidatos através do ANC. Ambas ocupam posições seniores dentro do partido e influenciam no diálogo e programas deste.