África do Sul: Justiça decide hoje data de julgamento de ex-PR por corrupção

  • Jacob Zuma, Antigo Presidente da Africa do Sul
Pretória - A justiça sul-africana deverá anunciar hoje a data do início do julgamento do ex-presidente Jacob Zuma, por alegado favorecimento ao grupo francês Thales num contrato milionário de armas em 1999, disse à Lusa fonte do Ministério Público.

O ex-chefe de Estado sul-africano e a empresa francesa de armamento vão comparecer hoje, terça-feira, no Tribunal Superior, em Pietermaritzburg, sudeste do país, para resolver questões pendentes de gestão do processo judicial que se arrasta há mais de 20 anos na justiça do país, e "acertar uma data de julgamento", explicou à Lusa a porta-voz do Ministério Público (NPA, na sigla em inglês), Natasha Kara.

"O Estado reafirma que estamos prontos para o julgamento", salientou a porta-voz sul-africana, escusando-se a precisar a data sugerida entre o Estado sul-africano e a Thales, em termos de disponibilidade, para o início das primeiras audiências do julgamento de corrupção do ex-presidente da África do Sul.

A Fundação Jacob Zuma acusou esta semana o Estado sul-africano de "atrasar" o processo judicial, afirmando que o Ministério Público Nacional (NPA, na sigla em inglês) "não está pronto a prosseguir com o julgamento", conforme tinha indicado em Dezembro.

Neste processo, Jacob Zuma é acusado de associação ilícita, corrupção, branqueamento de capitais e fraude por envolvimento em centenas de operações, supostamente fraudulentas, a favor de um contrato milionário de aquisição de armamento assinado no final dos anos 1990 com a empresa francesa Thales.

Inicialmente previsto para Maio de 2020, o julgamento de Jacob Zuma foi adiado quatro vezes no ano passado por razões legais e por causa da pandemia de covid-19.

O caso foi adiado pela última vez, quando, em 22 de Janeiro deste ano, a justiça sul-africana rejeitou a contestação do grupo francês Thales à acusação de extorsão relacionada com um contrato de armas de 1999.

A empresa francesa de armamento, que também é acusada de corrupção, extorsão e branqueamento de capitais no caso, tinha contestado a acusação de extorsão, em 2020, por falta de provas.

O antigo presidente sul-africano, no poder entre 2009 e 2018, enfrentará 16 acusações de fraude, tráfico de influência e extorsão, relacionadas com a compra de aviões de caça, barcos de patrulha e equipamentos militares da Thales, quando era vice-presidente de Thabo Mbeki.

Zuma é acusado de ter recebido 218 mil euros (quase quatro milhões de rands) em subornos, como parte de um contrato global no valor de cerca de 2,8 mil milhões de euros com a gigante francesa do sector da defesa e aeroespacial.

O antigo presidente tinha sido pressionado a demitir-se em 2018 pelo seu próprio partido, o ANC (Congresso Nacional Africano, no poder desde 1994), após nove anos no cargo marcados por uma popularidade decrescente e múltiplas acusações de corrupção.

O ex-chefe de Estado sul-africano e a empresa francesa de armamento vão comparecer hoje, terça-feira, no Tribunal Superior, em Pietermaritzburg, sudeste do país, para resolver questões pendentes de gestão do processo judicial que se arrasta há mais de 20 anos na justiça do país, e "acertar uma data de julgamento", explicou à Lusa a porta-voz do Ministério Público (NPA, na sigla em inglês), Natasha Kara.

"O Estado reafirma que estamos prontos para o julgamento", salientou a porta-voz sul-africana, escusando-se a precisar a data sugerida entre o Estado sul-africano e a Thales, em termos de disponibilidade, para o início das primeiras audiências do julgamento de corrupção do ex-presidente da África do Sul.

A Fundação Jacob Zuma acusou esta semana o Estado sul-africano de "atrasar" o processo judicial, afirmando que o Ministério Público Nacional (NPA, na sigla em inglês) "não está pronto a prosseguir com o julgamento", conforme tinha indicado em Dezembro.

Neste processo, Jacob Zuma é acusado de associação ilícita, corrupção, branqueamento de capitais e fraude por envolvimento em centenas de operações, supostamente fraudulentas, a favor de um contrato milionário de aquisição de armamento assinado no final dos anos 1990 com a empresa francesa Thales.

Inicialmente previsto para Maio de 2020, o julgamento de Jacob Zuma foi adiado quatro vezes no ano passado por razões legais e por causa da pandemia de covid-19.

O caso foi adiado pela última vez, quando, em 22 de Janeiro deste ano, a justiça sul-africana rejeitou a contestação do grupo francês Thales à acusação de extorsão relacionada com um contrato de armas de 1999.

A empresa francesa de armamento, que também é acusada de corrupção, extorsão e branqueamento de capitais no caso, tinha contestado a acusação de extorsão, em 2020, por falta de provas.

O antigo presidente sul-africano, no poder entre 2009 e 2018, enfrentará 16 acusações de fraude, tráfico de influência e extorsão, relacionadas com a compra de aviões de caça, barcos de patrulha e equipamentos militares da Thales, quando era vice-presidente de Thabo Mbeki.

Zuma é acusado de ter recebido 218 mil euros (quase quatro milhões de rands) em subornos, como parte de um contrato global no valor de cerca de 2,8 mil milhões de euros com a gigante francesa do sector da defesa e aeroespacial.

O antigo presidente tinha sido pressionado a demitir-se em 2018 pelo seu próprio partido, o ANC (Congresso Nacional Africano, no poder desde 1994), após nove anos no cargo marcados por uma popularidade decrescente e múltiplas acusações de corrupção.