AI apela a autoridades etíopes para que permitam ajuda humanitária

Londres - A Amnistia Internacional (AI) apelou hoje às autoridades etíopes para que permitam a entrada de ajuda humanitária sem restrições em Tigray, num momento em que as Nações Unidas se mostram preocupadas com uma potencial crise alimentar na região.

Num comunicado, a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos referiu que "as autoridades etíopes devem permitir que a ajuda humanitária sem restrições chegue aos campos de refugiados no estado de Tigray", palco de um conflito entre as forças armadas federais e as regionais separatistas.

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, lançou em 04 de Novembro uma operação militar na região de Tigray (norte do país), após meses de tensão crescente com as autoridades regionais da Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF, na sigla em inglês).

Desde então, a região tem sido palco de ofensivas militares por ambas as partes, com o disparo de foguetes e de incursões para a captura de cidades.

Com as comunicações e os transportes limitados - ou mesmo cortados -, é difícil conhecer a extensão do conflito na região que conta com seis milhões de pessoas.

O bloqueio levou também a que a região ficasse privada de ajuda humanitária e de mantimentos.

A AI apelou para a protecção de dezenas de milhares de refugiados eritreus em vários campos de Tigray, assim como o livre acesso de pessoal responsável pela monitorização dos direitos humanos na região, onde a situação de segurança "continua a deteriorar-se".

"Estamos à beira de uma crise humanitária no norte da Etiópia e as autoridades federais de lá estão a tornar a situação pior", afirmou o director regional da AI para a África Oriental e Austral, Deprose Muchena.

"A ajuda humanitária internacional e o acesso de monitores de direitos humanos, incluindo aos campos de refugiados, devem ser permitidos para evitar mais mortes e misérias", acrescentou Muchena, que instou também as autoridades a restabelecerem as comunicações telefónicas e de Internet na região.

Estima-se que haja cerca de 96 mil refugiados eritreus em Tigray, com a AI a confirmar que milhares destes "fugiram desses campos e chegaram à cidade de Gondar, na região de Amhara, bem como à capital etíope, Adis Abeba".

Cerca de 50 mil pessoas fugiram dos combates e procuraram refúgio no Sudão.

A ONG mostrou-se também preocupada com o risco que enfrentam os trabalhadores de ajuda humanitária. Pelo menos q esde o início dos confrontos.

Desde o início do conflito, uatro trabalhadores responsáveis pelo fornecimento de ajuda humanitária morreram d

pelo menos três seguranças do Conselho Dinamarquês para os Refugiados e um membro do International Rescue Committee (IRC) foram mortos, sendo que esta última fatalidade ainda está a ser investigada.

Deprose Muchena condenou os ataques, que também atingiram um veículo que transportava pessoal da ONU em 07 de Dezembro, considerando que "são abomináveis".

"Os trabalhadores de ajuda humanitária devem ser respeitados e protegidos por todas as partes em conflito, tal como exigido pelo direito humanitário internacional. Atacar deliberadamente aqueles que prestam assistência humanitária pode constituir um crime de guerra", sublinhou.

Num comunicado, a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos referiu que "as autoridades etíopes devem permitir que a ajuda humanitária sem restrições chegue aos campos de refugiados no estado de Tigray", palco de um conflito entre as forças armadas federais e as regionais separatistas.

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, lançou em 04 de Novembro uma operação militar na região de Tigray (norte do país), após meses de tensão crescente com as autoridades regionais da Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF, na sigla em inglês).

Desde então, a região tem sido palco de ofensivas militares por ambas as partes, com o disparo de foguetes e de incursões para a captura de cidades.

Com as comunicações e os transportes limitados - ou mesmo cortados -, é difícil conhecer a extensão do conflito na região que conta com seis milhões de pessoas.

O bloqueio levou também a que a região ficasse privada de ajuda humanitária e de mantimentos.

A AI apelou para a protecção de dezenas de milhares de refugiados eritreus em vários campos de Tigray, assim como o livre acesso de pessoal responsável pela monitorização dos direitos humanos na região, onde a situação de segurança "continua a deteriorar-se".

"Estamos à beira de uma crise humanitária no norte da Etiópia e as autoridades federais de lá estão a tornar a situação pior", afirmou o director regional da AI para a África Oriental e Austral, Deprose Muchena.

"A ajuda humanitária internacional e o acesso de monitores de direitos humanos, incluindo aos campos de refugiados, devem ser permitidos para evitar mais mortes e misérias", acrescentou Muchena, que instou também as autoridades a restabelecerem as comunicações telefónicas e de Internet na região.

Estima-se que haja cerca de 96 mil refugiados eritreus em Tigray, com a AI a confirmar que milhares destes "fugiram desses campos e chegaram à cidade de Gondar, na região de Amhara, bem como à capital etíope, Adis Abeba".

Cerca de 50 mil pessoas fugiram dos combates e procuraram refúgio no Sudão.

A ONG mostrou-se também preocupada com o risco que enfrentam os trabalhadores de ajuda humanitária. Pelo menos q esde o início dos confrontos.

Desde o início do conflito, uatro trabalhadores responsáveis pelo fornecimento de ajuda humanitária morreram d

pelo menos três seguranças do Conselho Dinamarquês para os Refugiados e um membro do International Rescue Committee (IRC) foram mortos, sendo que esta última fatalidade ainda está a ser investigada.

Deprose Muchena condenou os ataques, que também atingiram um veículo que transportava pessoal da ONU em 07 de Dezembro, considerando que "são abomináveis".

"Os trabalhadores de ajuda humanitária devem ser respeitados e protegidos por todas as partes em conflito, tal como exigido pelo direito humanitário internacional. Atacar deliberadamente aqueles que prestam assistência humanitária pode constituir um crime de guerra", sublinhou.