Alegado "financiador" do genocídio no Ruanda transferido para Haia

Kigali - O alegado "financiador" do genocídio no Ruanda Félicien Kabuga, que estava detido em França, foi transferido hoje para a divisão de Haia do Mecanismo dos Tribunais Penais Internacionais (MTPI), que o acusa de genocídio.

"A sua comparência inicial terá lugar em devido tempo perante um juiz da Câmara de Julgamento designado para o seu caso", anunciou o MTPI através de uma declaração.

Preso em Maio perto de Paris, após 25 anos de fuga, Kabuga, de 87 anos de idade, é acusado de ter participado na criação da milícia Hutu Interahamwe, a principal ala armada do genocídio de 1994 que, segundo a ONU, causou 800.000 mortos, principalmente entre a minoria Tutsi.

Inicialmente, estava previsto que Kabuga fosse entregue a Arusha, na Tanzânia, para ser julgado pelo MTPI - que tem uma divisão em Arusha e uma em Haia, Holanda - por genocídio e crimes contra a humanidade, entre outras acusações.

No entanto, um juiz do Mecanismo ordenou quarta-feira a transferência temporária de Félicien Kabuga para Haia para um exame médico antes da sua eventual transferência final para Arusha.

Os seus advogados tinham apresentado uma moção para solicitar a sua transferência permanente para os Países Baixos e não para Arusha, "tendo em conta a sua idade, saúde frágil e a presença da epidemia de covid-19 na Tanzânia".

Ex-presidente da Rádio Télévision Libre des Mille Collines (RTLM), que emitiu apelos ao assassinato de tutsis, Félicien Kabuga rejeita todas as sete acusações contra ele.

Também é suspeito de ter contribuído em 1993 para a compra maciça de machados a serem distribuídos às milícias, em Abril de 1994, uma acusação que apoia a teoria de um planeamento de genocídio.

"A sua comparência inicial terá lugar em devido tempo perante um juiz da Câmara de Julgamento designado para o seu caso", anunciou o MTPI através de uma declaração.

Preso em Maio perto de Paris, após 25 anos de fuga, Kabuga, de 87 anos de idade, é acusado de ter participado na criação da milícia Hutu Interahamwe, a principal ala armada do genocídio de 1994 que, segundo a ONU, causou 800.000 mortos, principalmente entre a minoria Tutsi.

Inicialmente, estava previsto que Kabuga fosse entregue a Arusha, na Tanzânia, para ser julgado pelo MTPI - que tem uma divisão em Arusha e uma em Haia, Holanda - por genocídio e crimes contra a humanidade, entre outras acusações.

No entanto, um juiz do Mecanismo ordenou quarta-feira a transferência temporária de Félicien Kabuga para Haia para um exame médico antes da sua eventual transferência final para Arusha.

Os seus advogados tinham apresentado uma moção para solicitar a sua transferência permanente para os Países Baixos e não para Arusha, "tendo em conta a sua idade, saúde frágil e a presença da epidemia de covid-19 na Tanzânia".

Ex-presidente da Rádio Télévision Libre des Mille Collines (RTLM), que emitiu apelos ao assassinato de tutsis, Félicien Kabuga rejeita todas as sete acusações contra ele.

Também é suspeito de ter contribuído em 1993 para a compra maciça de machados a serem distribuídos às milícias, em Abril de 1994, uma acusação que apoia a teoria de um planeamento de genocídio.