Antigo deputado e delegado provincial de Renamo raptado em Moçambique

Maputo - O antigo deputado e delegado provincial da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) em Manica Sofrimento Matequenha foi raptado na sua residência no início da noite de domingo, denunciou hoje a família, mas a Polícia desconhece o incidente.

Um grupo armado e vestido com fardas policiais invadiu a casa da vítima, ao cair do sol, no bairro Nhamaonha, um subúrbio de Chimoio, Manica, no centro de Moçambique, tendo levado-o numa viatura de cor preta e com vidros fumados, contou à Lusa Lurdes Inácio, mulher do político.

"Começaram por bater o portão e de repente vi polícias armados com AKM a saltar o muro para o quintal, e o meu marido estava na varanda, quando deram ordem para irem juntos e vedaram seus olhos com um pano, voltaram a saltar o muro e o lançaram no carro", explicou Lurdes Inácio, que suspeita que o caso possa motivações políticas.

"Eram cerca de 10 polícias armados e tinham cercado a casa. Eu perguntei 'vocês são da Polícia, do SISE (secreta) ou do SERNIC', mas eles negaram responder" acrescentou, adiantando que o marido vinha sofrendo perseguição política.

Por sua vez, Silva Matequenha, irmão da vítima, que não descarta motivações políticas no rapto, disse que após o incidente contactou as duas esquadras mais próximas da residência da vítima, mas não obteve resposta do paradeiro do irmão.

"Fui à primeira esquadra e depois à segunda esquadra e diziam que não estava lá e que devia se dirigir à terceira e quarta esquadra, mas estas ficam fora da jurisdição do local do rapto, então percebi que é um jogo" frisou Silva Matequenha, adiantando que desde o rapto "ninguém ainda encontrou em contacto".

Entretanto, a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica nega a autoria do rapto e aconselhou a família a apresentar queixa na esquadra mais próxima da residência.

"Até este momento a PRM em toda a província de Manica não recebeu nenhuma denúncia, dando conta do rapto de um quadro sénior da Renamo, e aconselhamos a família a apresentar queixa numa subunidade policial para se encetar diligências a fim de restituir a liberdade deste cidadão", disse Mário Arnaça, porta-voz da Polícia de Manica.

Contudo, negou a participação de agentes, sustentando que os raptos não são "missão da Policia" porque a instituição existe para "garantir a ordem e tranquilidade pública de todo o cidadão independentemente da sua filiação política".

Na semana passada, o líder dissidente da Renamo, Mariano Nhongo, denunciou o rapto do filho, nora e netos em Nhamatanda (Sofala) e Chimoio (Manica) por pessoas que usavam a farda da Polícia moçambicana, mas a corporação negou a igualmente a autoria.

Um grupo armado e vestido com fardas policiais invadiu a casa da vítima, ao cair do sol, no bairro Nhamaonha, um subúrbio de Chimoio, Manica, no centro de Moçambique, tendo levado-o numa viatura de cor preta e com vidros fumados, contou à Lusa Lurdes Inácio, mulher do político.

"Começaram por bater o portão e de repente vi polícias armados com AKM a saltar o muro para o quintal, e o meu marido estava na varanda, quando deram ordem para irem juntos e vedaram seus olhos com um pano, voltaram a saltar o muro e o lançaram no carro", explicou Lurdes Inácio, que suspeita que o caso possa motivações políticas.

"Eram cerca de 10 polícias armados e tinham cercado a casa. Eu perguntei 'vocês são da Polícia, do SISE (secreta) ou do SERNIC', mas eles negaram responder" acrescentou, adiantando que o marido vinha sofrendo perseguição política.

Por sua vez, Silva Matequenha, irmão da vítima, que não descarta motivações políticas no rapto, disse que após o incidente contactou as duas esquadras mais próximas da residência da vítima, mas não obteve resposta do paradeiro do irmão.

"Fui à primeira esquadra e depois à segunda esquadra e diziam que não estava lá e que devia se dirigir à terceira e quarta esquadra, mas estas ficam fora da jurisdição do local do rapto, então percebi que é um jogo" frisou Silva Matequenha, adiantando que desde o rapto "ninguém ainda encontrou em contacto".

Entretanto, a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica nega a autoria do rapto e aconselhou a família a apresentar queixa na esquadra mais próxima da residência.

"Até este momento a PRM em toda a província de Manica não recebeu nenhuma denúncia, dando conta do rapto de um quadro sénior da Renamo, e aconselhamos a família a apresentar queixa numa subunidade policial para se encetar diligências a fim de restituir a liberdade deste cidadão", disse Mário Arnaça, porta-voz da Polícia de Manica.

Contudo, negou a participação de agentes, sustentando que os raptos não são "missão da Policia" porque a instituição existe para "garantir a ordem e tranquilidade pública de todo o cidadão independentemente da sua filiação política".

Na semana passada, o líder dissidente da Renamo, Mariano Nhongo, denunciou o rapto do filho, nora e netos em Nhamatanda (Sofala) e Chimoio (Manica) por pessoas que usavam a farda da Polícia moçambicana, mas a corporação negou a igualmente a autoria.