Guterres defende continuidade do envolvimento da ONU no Burundi

  • Secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres
Nova Iorque - O Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, recomendou hoje a continuidade do envolvimento da organização no Burundi, país que pretende ser retirado da ordem do dia do Conselho de Segurança da ONU.


"Os burundeses são movidos por um forte e real desejo de mudanças positivas", observou o antigo primeiro-ministro português, num relatório publicado hoje, no qual lembrou, porém, que "elementos essenciais de garantia de uma paz duradoura e de estabilidade no Burundi continuam sem resposta", nomeadamente a "necessidade de reconciliação e coesão social", bem como a "abertura e manutenção do espaço político".

Nesse sentido, Guterres afirma que serão mantidas conversações com as autoridades do país para encontrar um "campo de entendimento" sobre o futuro do envolvimento da ONU no Burundi.

"A entidade que irá suceder ao Gabinete do Enviado Especial para o Burundi poderá assumir a forma de um gabinete autónomo", anteviu o secretário-geral, antecipando "alguma supervisão do Enviado Especial para a região dos Grandes Lagos", função atualmente desempenhada pelo chinês Huang Xia.

Até que as conversações cheguem a bom porto, Guterres recomenda a prorrogação do Gabinete do Enviado Especial para o Burundi "até 31 de Dezembro de 2021", durante a transição para uma nova forma de presença das Nações Unidas no território.

Sobre o "impasse em que se encontra o diálogo inter-burundês", António Guterres defendeu, também, "consultas entre a Comunidade da África Oriental, A União Africana, a ONU e o governo do Burundi".

Uma opção seria, segundo Guterres, "passar de um diálogo inter-burunidês liderado pela Comunidade da África Oriental para um diálogo liderado e controlado pelo próprio Burundi, com o apoio da ONU, da União Africana e da Comunidade da África Oriental".

Há bastante tempo que o governo do Burundi pede que o país seja retirado da agenda do Conselho de Segurança, sob o pretexto de que isso seria benéfico para a imagem do país aos olhos dos parceiros e potenciais investidores.

O general Évariste Ndayishimiye foi eleito a 20 de Maio como líder do país, sucedendo a Pierre Nkurunziza, morto a 09 de Junho, cuja vontade de ser eleito em 2015 para um polémico terceiro mandato mergulhou o Burundi numa grave crise marcada por violações dos direitos humanos.


"Os burundeses são movidos por um forte e real desejo de mudanças positivas", observou o antigo primeiro-ministro português, num relatório publicado hoje, no qual lembrou, porém, que "elementos essenciais de garantia de uma paz duradoura e de estabilidade no Burundi continuam sem resposta", nomeadamente a "necessidade de reconciliação e coesão social", bem como a "abertura e manutenção do espaço político".

Nesse sentido, Guterres afirma que serão mantidas conversações com as autoridades do país para encontrar um "campo de entendimento" sobre o futuro do envolvimento da ONU no Burundi.

"A entidade que irá suceder ao Gabinete do Enviado Especial para o Burundi poderá assumir a forma de um gabinete autónomo", anteviu o secretário-geral, antecipando "alguma supervisão do Enviado Especial para a região dos Grandes Lagos", função atualmente desempenhada pelo chinês Huang Xia.

Até que as conversações cheguem a bom porto, Guterres recomenda a prorrogação do Gabinete do Enviado Especial para o Burundi "até 31 de Dezembro de 2021", durante a transição para uma nova forma de presença das Nações Unidas no território.

Sobre o "impasse em que se encontra o diálogo inter-burundês", António Guterres defendeu, também, "consultas entre a Comunidade da África Oriental, A União Africana, a ONU e o governo do Burundi".

Uma opção seria, segundo Guterres, "passar de um diálogo inter-burunidês liderado pela Comunidade da África Oriental para um diálogo liderado e controlado pelo próprio Burundi, com o apoio da ONU, da União Africana e da Comunidade da África Oriental".

Há bastante tempo que o governo do Burundi pede que o país seja retirado da agenda do Conselho de Segurança, sob o pretexto de que isso seria benéfico para a imagem do país aos olhos dos parceiros e potenciais investidores.

O general Évariste Ndayishimiye foi eleito a 20 de Maio como líder do país, sucedendo a Pierre Nkurunziza, morto a 09 de Junho, cuja vontade de ser eleito em 2015 para um polémico terceiro mandato mergulhou o Burundi numa grave crise marcada por violações dos direitos humanos.