Apreendidas metanfetaminas e heroína ao largo de Moçambique

  • Namibe: embarcação de pesca
Maputo - Uma fragata da marinha francesa apreendeu 444 quilogramas de metanfetaminas e heroína ao largo a costa de Moçambique, uma carga de valor de mercado superior a 40 milhões de euros, anunciou a força militar.

A droga estava num 'dhow', embarcação típica da zona, sem bandeira e sem que ficasse esclarecida a origem ou o destino, detectada no domingo pela fragata Nivôse - que a abordou com apoio do seu helicóptero Panther -, detalhou a marinha, em comunicado publicado na quinta-feira.

"As investigações, que continuaram após o anoitecer, resultaram finalmente, após quatro horas de busca, na descoberta de um esconderijo contendo vários fardos", sendo que "os testes deram positivo" para 417 quilogramas de metanfetaminas e 27 quilogramas de heroína.

Segundo a marinha francesa, a apreensão só foi possível graças ao trabalho de uma força conjunta, designada Combined Task Force 150, "uma operação multinacional dedicada à repressão do tráfico ilícito destinado a financiar o terrorismo".

De acordo com vários relatórios, a insurgência armada em Cabo Delgado, no norte de Moçambique - desde 2019 com ataques reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico -, deverá estar em parte ligada ao tráfico de droga na região, seja por causa do controlo de rotas ou como fonte de financiamento.

A violência armada dura há três anos e está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e mais de meio milhão de pessoas deslocadas, numa província onde a petrolífera francesa Total lidera o maior investimento privado em África (cerca de 20 mil milhões de euros) para extracção e processamento de gás natural.

Parte das águas do canal de Moçambique pertencem a ilhas habitadas e ilhéus desertos que fazem dos territórios ultramarinos franceses e onde o país mantém as Forças Armadas da Zona Sul do Oceano Índico (FAZSOI) com os três ramos militares.

A ilha francesa de Mayotte, a cerca de 500 quilómetros da costa de Cabo Delgado, alberga a base naval de Dzaoudzi.

Numa visita a Maputo, há um ano, o ministro para a Europa e Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, referiu que a França se compromete a tratar de assuntos de segurança marítima com Moçambique "numa lógica de vizinhos".

A apreensão feita pela fragata Nivôse, no domingo, aconteceu depois de as autoridades moçambicanas terem detido em flagrante, no sábado, um homem de 37 anos na posse de 61 quilogramas de heroína e cinco de metanfetamina, quando descarregava a droga em Nacala Porto, na província de Nampula, no norte de Moçambique, explicou à Lusa fonte oficial na quinta-feira.

Moçambique é apontado por várias organizações internacionais como um corredor para o tráfico internacional de estupefacientes.

De acordo com o Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), as autoridades do Quénia e da Tanzânia, países a norte de Moçambique aumentaram a vigilância nos últimos anos, empurrando os traficantes para sul, em direcção à costa moçambicana, "em busca de novas rotas e novos mercados".

A droga estava num 'dhow', embarcação típica da zona, sem bandeira e sem que ficasse esclarecida a origem ou o destino, detectada no domingo pela fragata Nivôse - que a abordou com apoio do seu helicóptero Panther -, detalhou a marinha, em comunicado publicado na quinta-feira.

"As investigações, que continuaram após o anoitecer, resultaram finalmente, após quatro horas de busca, na descoberta de um esconderijo contendo vários fardos", sendo que "os testes deram positivo" para 417 quilogramas de metanfetaminas e 27 quilogramas de heroína.

Segundo a marinha francesa, a apreensão só foi possível graças ao trabalho de uma força conjunta, designada Combined Task Force 150, "uma operação multinacional dedicada à repressão do tráfico ilícito destinado a financiar o terrorismo".

De acordo com vários relatórios, a insurgência armada em Cabo Delgado, no norte de Moçambique - desde 2019 com ataques reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico -, deverá estar em parte ligada ao tráfico de droga na região, seja por causa do controlo de rotas ou como fonte de financiamento.

A violência armada dura há três anos e está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e mais de meio milhão de pessoas deslocadas, numa província onde a petrolífera francesa Total lidera o maior investimento privado em África (cerca de 20 mil milhões de euros) para extracção e processamento de gás natural.

Parte das águas do canal de Moçambique pertencem a ilhas habitadas e ilhéus desertos que fazem dos territórios ultramarinos franceses e onde o país mantém as Forças Armadas da Zona Sul do Oceano Índico (FAZSOI) com os três ramos militares.

A ilha francesa de Mayotte, a cerca de 500 quilómetros da costa de Cabo Delgado, alberga a base naval de Dzaoudzi.

Numa visita a Maputo, há um ano, o ministro para a Europa e Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, referiu que a França se compromete a tratar de assuntos de segurança marítima com Moçambique "numa lógica de vizinhos".

A apreensão feita pela fragata Nivôse, no domingo, aconteceu depois de as autoridades moçambicanas terem detido em flagrante, no sábado, um homem de 37 anos na posse de 61 quilogramas de heroína e cinco de metanfetamina, quando descarregava a droga em Nacala Porto, na província de Nampula, no norte de Moçambique, explicou à Lusa fonte oficial na quinta-feira.

Moçambique é apontado por várias organizações internacionais como um corredor para o tráfico internacional de estupefacientes.

De acordo com o Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), as autoridades do Quénia e da Tanzânia, países a norte de Moçambique aumentaram a vigilância nos últimos anos, empurrando os traficantes para sul, em direcção à costa moçambicana, "em busca de novas rotas e novos mercados".