Argélia confirma aprovação de reforma constitucional em referendo

Argel - A reforma constitucional na Argélia foi aprovada em referendo, a 01 de novembro, com 66,8% dos votos, mas com a mais baixa taxa de participação de sempre, segundo os dados definitivos divulgados hoje.

Num anúncio na televisão pública argelina, o presidente do conselho constitucional, Kamel Fenniche, congratulou-se com um referendo "transparente" e "realizado em boas condições", comunicando que a reforma da Constituição foi aprovada com 66,8% a favor e 33,2% contra.

No entanto, a taxa de participação foi de 23,7%, o menor nível de todos os tempos para uma eleição importante na Argélia, desde a independência em 1962, tendo sido considerada por vários meios de comunicação argelinos como "um fiasco" para o regime do presidente Abdelmadjid Tebboune.

Com estes resultados, significa que menos de um quinto dos eleitores votou a favor da reforma constitucional, o que pode representar, politicamente, uma punição para Abdelmadjid Tebboune.

Foi o presidente, de 74 anos, - atualmente ausente do país, porque está hospitalizado na Alemanha - que desencadeou um processo de revisão constitucional logo após a sua controversa eleição em Dezembro de 2019,

Esta revisão da Constituição visa estabelecer uma "nova República" e responder às aspirações do movimento de contestação popular inédito, 'Hirak', que exige um "desmantelamento do sistema" político existente.

Os partidários do 'Hirak' tinham apelado ao boicote do referendo.

Num anúncio na televisão pública argelina, o presidente do conselho constitucional, Kamel Fenniche, congratulou-se com um referendo "transparente" e "realizado em boas condições", comunicando que a reforma da Constituição foi aprovada com 66,8% a favor e 33,2% contra.

No entanto, a taxa de participação foi de 23,7%, o menor nível de todos os tempos para uma eleição importante na Argélia, desde a independência em 1962, tendo sido considerada por vários meios de comunicação argelinos como "um fiasco" para o regime do presidente Abdelmadjid Tebboune.

Com estes resultados, significa que menos de um quinto dos eleitores votou a favor da reforma constitucional, o que pode representar, politicamente, uma punição para Abdelmadjid Tebboune.

Foi o presidente, de 74 anos, - atualmente ausente do país, porque está hospitalizado na Alemanha - que desencadeou um processo de revisão constitucional logo após a sua controversa eleição em Dezembro de 2019,

Esta revisão da Constituição visa estabelecer uma "nova República" e responder às aspirações do movimento de contestação popular inédito, 'Hirak', que exige um "desmantelamento do sistema" político existente.

Os partidários do 'Hirak' tinham apelado ao boicote do referendo.