Argélia: Prisão efectiva para 31 manifestantes detidos na sexta-feira

Argel - Um total de 31 manifestantes detidos na sexta-feira durante os desfiles do movimento de protesto do 'Hirak' na Argélia foram condenados a penas de prisão efectiva, indicou hoje a Liga Argelina para a Defesa dos Direitos Humanos (LADDH).

"Visivelmente, o poder decidiu terminar com o 'Hirak' pacífico", declarou Said Salhi, vice-presidente da LADDH, citado pela agência noticiosa AFP.

Segundo referiu, "31 pessoas, 23 de Setif (nordeste) e oito em Bab El Oued, em Argel, foram julgadas e condenadas a penas entre um ano e 18 meses de prisão efectiva".

Outros 13 manifestantes presos na sexta-feira também permanecem detidos enquanto aguardam os respectivos processos, que foram remetidos para data posterior, elevando para 44 o número total de manifestantes em prisão preventiva.

"É a primeira vez que assistimos a semelhante escalada nos julgamentos desde Junho de 2019", sublinhou Salhi.

A LADDH referiu-se a cerca de mil detenções por todo o país após as manifestações de sexta-feira.

Em paralelo, a prisão preventiva da jornalista Kenza Khatto, também detida na passada sexta-feira, foi de novo prolongada por mais 124 horas, indicaram os advogados.

A jornalista da emissora Radio M deve comparecer na terça-feira perante o procurador do tribunal de Sidi M'hamed em Argel, precisou na sua página este 'media' digital privado próximo da oposição.

Khatto foi detida pela polícia na sexta-feira em Argel, com mais12 jornalistas e fotógrafos, quando se preparavam para acompanhar a marcha semanal do 'Hirak'.

Os motivos da sua detenção permanecem desconhecidos.

Com a aproximação das eleições legislativas de 12 de Junho, o regime parece determinar em quebrar o 'Hirak', através da perseguição a militantes, opositores e jornalistas independentes.

Este movimento de contestação de massas, inédito e sem uma direcção política visível, surgiu em Fevereiro de 2019 através de mobilizações de rua nas terças e sextas-feiras, para contestar o quinto mandato do ex-Presidente Abdelaziz Bouteflika, que resignou ao cargo dois meses depois.

O movimento, que registou uma pausa de cerca de um ano devido à pandemia, exige ainda uma alteração radical do sistema instalado no país na sequência da independência em 1962, com largo predomínio da hierarquia militar, acusada de ter renunciado aos valores originais da revolução argelina e sinónimo de autoritarismo e corrupção.

"Visivelmente, o poder decidiu terminar com o 'Hirak' pacífico", declarou Said Salhi, vice-presidente da LADDH, citado pela agência noticiosa AFP.

Segundo referiu, "31 pessoas, 23 de Setif (nordeste) e oito em Bab El Oued, em Argel, foram julgadas e condenadas a penas entre um ano e 18 meses de prisão efectiva".

Outros 13 manifestantes presos na sexta-feira também permanecem detidos enquanto aguardam os respectivos processos, que foram remetidos para data posterior, elevando para 44 o número total de manifestantes em prisão preventiva.

"É a primeira vez que assistimos a semelhante escalada nos julgamentos desde Junho de 2019", sublinhou Salhi.

A LADDH referiu-se a cerca de mil detenções por todo o país após as manifestações de sexta-feira.

Em paralelo, a prisão preventiva da jornalista Kenza Khatto, também detida na passada sexta-feira, foi de novo prolongada por mais 124 horas, indicaram os advogados.

A jornalista da emissora Radio M deve comparecer na terça-feira perante o procurador do tribunal de Sidi M'hamed em Argel, precisou na sua página este 'media' digital privado próximo da oposição.

Khatto foi detida pela polícia na sexta-feira em Argel, com mais12 jornalistas e fotógrafos, quando se preparavam para acompanhar a marcha semanal do 'Hirak'.

Os motivos da sua detenção permanecem desconhecidos.

Com a aproximação das eleições legislativas de 12 de Junho, o regime parece determinar em quebrar o 'Hirak', através da perseguição a militantes, opositores e jornalistas independentes.

Este movimento de contestação de massas, inédito e sem uma direcção política visível, surgiu em Fevereiro de 2019 através de mobilizações de rua nas terças e sextas-feiras, para contestar o quinto mandato do ex-Presidente Abdelaziz Bouteflika, que resignou ao cargo dois meses depois.

O movimento, que registou uma pausa de cerca de um ano devido à pandemia, exige ainda uma alteração radical do sistema instalado no país na sequência da independência em 1962, com largo predomínio da hierarquia militar, acusada de ter renunciado aos valores originais da revolução argelina e sinónimo de autoritarismo e corrupção.