Ataques no Burkina Faso causam mais de 100 mortos

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Ouagadougou - Pelo menos 114 civis foram mortos em dois ataques no norte de Burkina Faso, cometidos entre a noite de sexta-feira e a madrugada de hoje, nos incidentes mais sangrentos registados no país desde o início da violência extremista islâmica em 2015, informaram fontes da segurança e locais.

Esses ataques foram cometidos na chamada zona das "três fronteiras" - entre Burkina Faso, Mali e Níger -, regularmente alvo de ataques mortais de extremistas ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico contra civis e soldados.

"Durante a madrugada de sexta para sábado, indivíduos armados realizaram uma incursão mortal em Solhan, na província de Yagha. O saldo, ainda provisório, é de cem pessoas mortas, homens e mulheres de todas as idades", disse à AFP uma fonte da segurança.

O ataque e o balanço de vítimas foram confirmados pelo Governo.

Numa mensagem de condolências às famílias das vítimas, o presidente de Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, denunciou um "ataque bárbaro" e "desprezível". "Devemos permanecer unidos contra essas forças obscurantistas", acrescentou.

De acordo com uma fonte local, o ataque, que começou por volta das 02h00 locais, primeiro teve como alvo um posto dos Voluntários pela Defesa da Pátria, os VDP, de apoio civil ao Exército, e "depois os agressores foram às casas dos moradores, que foram executados".

"Além do pesado tributo humano, o pior que registamos até hoje, as casas e o mercado (de Solhan) foram incendiados", declarou outra fonte da segurança, que disse temer que "o saldo, ainda provisório, aumente".

Um responsável do serviço de segurança declarou, por sua vez, que "vários homens foram destacados para realizar (operações) de busca e proteger as populações que irão realizar a recuperação dos corpos e sepultamento das vítimas".

Um luto nacional de 72 horas foi decretado pelas autoridades, a partir deste sábado às 00h00 até segunda-feira, 07 de Junho, às 23h59, de acordo com o Governo.

Sohlan, uma pequena cidade localizada a cerca de 15 quilómetros de Sebba, capital da província de Yagha, não muito longe da fronteira com o Mali, registou vários ataques nos últimos anos.

No dia 14 de Maio, o ministro da Defesa, Chériff Sy, e membros da hierarquia militar foram a Sebba e garantiram que a situação havia voltado ao normal, após inúmeras operações militares.

Este último ataque sangrento cometido por supostos extremistas islâmicos foi realizado pouco depois de outro, também na sexta-feira à noite, num vilarejo na mesma região, Tadaryat, no qual pelo menos 14 pessoas, incluindo um membro dos VDP, foram mortas.

Os ataques acontecem uma semana depois de dois outros atos violentos na mesma área, nos quais quatro pessoas, incluindo dois membros dos VDP, foram mortas.

Nos dias 17 e 18 de Maio, 15 moradores e um soldado foram mortos em dois ataques a uma aldeia e uma patrulha no nordeste do país, segundo o governador da região.

Desde 05 de Maio, diante do aumento da violência terrorista islâmica, as forças armadas lançaram uma operação em grande escala nas regiões norte e do Sahel.

Apesar do anúncio de inúmeras operações desse tipo, as forças de segurança têm dificuldades em conter a espiral de violência, que deixou mais de 1.400 mortos e mais de um milhão de desabrigados desde 2015.

Esses ataques foram cometidos na chamada zona das "três fronteiras" - entre Burkina Faso, Mali e Níger -, regularmente alvo de ataques mortais de extremistas ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico contra civis e soldados.

"Durante a madrugada de sexta para sábado, indivíduos armados realizaram uma incursão mortal em Solhan, na província de Yagha. O saldo, ainda provisório, é de cem pessoas mortas, homens e mulheres de todas as idades", disse à AFP uma fonte da segurança.

O ataque e o balanço de vítimas foram confirmados pelo Governo.

Numa mensagem de condolências às famílias das vítimas, o presidente de Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, denunciou um "ataque bárbaro" e "desprezível". "Devemos permanecer unidos contra essas forças obscurantistas", acrescentou.

De acordo com uma fonte local, o ataque, que começou por volta das 02h00 locais, primeiro teve como alvo um posto dos Voluntários pela Defesa da Pátria, os VDP, de apoio civil ao Exército, e "depois os agressores foram às casas dos moradores, que foram executados".

"Além do pesado tributo humano, o pior que registamos até hoje, as casas e o mercado (de Solhan) foram incendiados", declarou outra fonte da segurança, que disse temer que "o saldo, ainda provisório, aumente".

Um responsável do serviço de segurança declarou, por sua vez, que "vários homens foram destacados para realizar (operações) de busca e proteger as populações que irão realizar a recuperação dos corpos e sepultamento das vítimas".

Um luto nacional de 72 horas foi decretado pelas autoridades, a partir deste sábado às 00h00 até segunda-feira, 07 de Junho, às 23h59, de acordo com o Governo.

Sohlan, uma pequena cidade localizada a cerca de 15 quilómetros de Sebba, capital da província de Yagha, não muito longe da fronteira com o Mali, registou vários ataques nos últimos anos.

No dia 14 de Maio, o ministro da Defesa, Chériff Sy, e membros da hierarquia militar foram a Sebba e garantiram que a situação havia voltado ao normal, após inúmeras operações militares.

Este último ataque sangrento cometido por supostos extremistas islâmicos foi realizado pouco depois de outro, também na sexta-feira à noite, num vilarejo na mesma região, Tadaryat, no qual pelo menos 14 pessoas, incluindo um membro dos VDP, foram mortas.

Os ataques acontecem uma semana depois de dois outros atos violentos na mesma área, nos quais quatro pessoas, incluindo dois membros dos VDP, foram mortas.

Nos dias 17 e 18 de Maio, 15 moradores e um soldado foram mortos em dois ataques a uma aldeia e uma patrulha no nordeste do país, segundo o governador da região.

Desde 05 de Maio, diante do aumento da violência terrorista islâmica, as forças armadas lançaram uma operação em grande escala nas regiões norte e do Sahel.

Apesar do anúncio de inúmeras operações desse tipo, as forças de segurança têm dificuldades em conter a espiral de violência, que deixou mais de 1.400 mortos e mais de um milhão de desabrigados desde 2015.