Botswana inicia época de caça ao elefante

  • Tráfico de espécies da fauna e flora selvagem põe elefantes sob risco
Gaborone - A época de caça deste ano ao elefante no Botswana teve hoje início, depois de a pandemia de covid-19 ter impedido a sua realização em 2020, anunciou o chefe do organismo público responsável pela Fauna e Parques Nacionais.

As autoridades emitiram autorizações para a caça de 287 elefantes até ao final da época, em Setembro, noticia a agência France-Presse (AFP).

O Botswana, um país sem litoral na África Austral, alberga cerca de 130 mil espécimes, representando a maior população de elefantes do mundo.

Em 2019, o Botswana levantou a proibição total da caça, introduzida cinco anos antes para inverter o declínio de elefantes e de outras espécies, uma decisão que provocou revolta entre conservacionistas e defensores dos direitos dos animais.

No ano passado, a pandemia de covid-19 e consequentes limitações à mobilidade - entre as quais a proibição de viajantes de países de alto risco, como Reino Unido, Itália e Estados Unidos, de onde provém a maioria dos caçadores - impediram a realização da época de caça.

A Associação dos Produtores de Fauna Selvagem do Botswana, uma organização que agrupa profissionais de caça, saudou o recomeço das actividades, assegurando que traria rendimentos às comunidades locais.

"Desde que abrimos, esta manhã, temos tido clientes no terreno. Alguns de tão longe como a América", disse hoje a porta-voz da organização, citada pela AFP.

Os caçadores de troféus desembolsam grandes valores para obter as autorizações para a caça dos animais, algo que os defensores da caça dizem beneficiar as comunidades locais.

No entanto, conservacionistas, como Map Ives, questionam os critérios para a definição das quotas de caça.

"Compreendo que a caça possa ser útil como ferramenta de gestão" para a vida selvagem, "mas deve basear-se na ciência e, infelizmente, no Botswana não temos os recursos financeiros ou a mão-de-obra treinada para a investigação populacional de diferentes espécies", assinalou.

Muitos dos elefantes do Botswana atravessam as fronteiras dos vizinhos Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe, tendo os quatro países apelado ao levantamento da proibição global do comércio de marfim devido ao crescimento da população de elefantes em algumas áreas.

Décadas de caça furtiva e a destruição dos habitats levaram a uma redução progressiva da população de elefantes. Em Março, a União Internacional para a Conservação da Natureza classificou os elefantes da savana como "em perigo", e o elefante da floresta como "em perigo crítico de extinção".

As autoridades emitiram autorizações para a caça de 287 elefantes até ao final da época, em Setembro, noticia a agência France-Presse (AFP).

O Botswana, um país sem litoral na África Austral, alberga cerca de 130 mil espécimes, representando a maior população de elefantes do mundo.

Em 2019, o Botswana levantou a proibição total da caça, introduzida cinco anos antes para inverter o declínio de elefantes e de outras espécies, uma decisão que provocou revolta entre conservacionistas e defensores dos direitos dos animais.

No ano passado, a pandemia de covid-19 e consequentes limitações à mobilidade - entre as quais a proibição de viajantes de países de alto risco, como Reino Unido, Itália e Estados Unidos, de onde provém a maioria dos caçadores - impediram a realização da época de caça.

A Associação dos Produtores de Fauna Selvagem do Botswana, uma organização que agrupa profissionais de caça, saudou o recomeço das actividades, assegurando que traria rendimentos às comunidades locais.

"Desde que abrimos, esta manhã, temos tido clientes no terreno. Alguns de tão longe como a América", disse hoje a porta-voz da organização, citada pela AFP.

Os caçadores de troféus desembolsam grandes valores para obter as autorizações para a caça dos animais, algo que os defensores da caça dizem beneficiar as comunidades locais.

No entanto, conservacionistas, como Map Ives, questionam os critérios para a definição das quotas de caça.

"Compreendo que a caça possa ser útil como ferramenta de gestão" para a vida selvagem, "mas deve basear-se na ciência e, infelizmente, no Botswana não temos os recursos financeiros ou a mão-de-obra treinada para a investigação populacional de diferentes espécies", assinalou.

Muitos dos elefantes do Botswana atravessam as fronteiras dos vizinhos Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe, tendo os quatro países apelado ao levantamento da proibição global do comércio de marfim devido ao crescimento da população de elefantes em algumas áreas.

Décadas de caça furtiva e a destruição dos habitats levaram a uma redução progressiva da população de elefantes. Em Março, a União Internacional para a Conservação da Natureza classificou os elefantes da savana como "em perigo", e o elefante da floresta como "em perigo crítico de extinção".