Cabo Verde: Presidente diz que país deu exemplo com autárquicas

  • Presidente De Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca
Praia - O Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, considerou hoje que o povo do país deu "um exemplo ao mundo" com a realização das eleições autárquicas em tempos de pandemia, apesar de reconhecer ser preciso aprimorar e corrigir falhas.

"O povo de Cabo Verde, mais uma vez, deu um exemplo ao mundo, especialmente perante o que observamos nos últimos tempos, mesmo em democracias consideradas maduras ou modernas", disse o chefe de Estado, numa mensagem publicada na sua página pessoa no Facebook, um dia após as oitavas eleições autárquicas no país.

Para Jorge Carlos Fonseca, o processo democrático em Cabo Verde é irreversível e deve orgulhar a todos, não obstante considerar que é preciso ter "ambição de aprimorar sempre, corrigir falhas e superar deficiências".

No texto, o chefe de Estado felicitou todos os participantes na disputa eleitoral e desejou sucesso a todas as novas ou renovadas lideranças locais, "para o bem das populações, que anseiam por mais progresso e desenvolvimento".

"Soube bem ouvir e/ou ler declarações de candidatos vencidos a aceitarem, sem rebuliço, os resultados, sem queixumes repetidos e que já convencem a muitíssimo poucos. Igualmente, posturas de dignidade e de magnanimidade por parte de vencedores. Isso também revela maturidade democrática crescente entre nós", salientou Fonseca.

Com os resultados provisórios divulgados até agora pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Cabo Verde, o Movimento para a Democracia (MpD) continua a ser o principal partido autárquico, mas passou de 18 para 14 câmaras municipais em que lidera.

Por outro lado, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) subiu de duas para oito câmaras municipais, igualmente com candidatos próprios.

Os dois partidos (MpD lidera o Governo cabo-verdiano e PAICV a oposição no parlamento) voltam assim a ter a mesma relação de forças no poder autárquico anterior às eleições municipais de 2016.

Além da Praia, capital do país -- cuja derrota foi assumida pelo actual autarca, Óscar Santos, ainda no domingo à noite -, o MpD perdeu para o PAICV, nestas eleições, as câmaras municipais de São Filipe (Fogo), Tarrafal, São Domingos e Ribeira Grande (Santiago), tendo conquistado a de Ribeira Brava (São Nicolau), que desde as eleições de 2016 era liderada por independentes.

O MpD manteve ainda as câmaras do Sal, Maio, Brava, São Vicente (perdendo a maioria), Tarrafal (São Nicolau), Porto Novo, Paul e Ribeira Grande (Santo Antão), Santa Catarina (perdendo a maioria), São Salvador do Mundo, São Lourenço dos Órgãos e São Miguel (Santiago).

O PAICV, além de manter as duas câmaras municipais que já detinha, em Santa Cruz (Santiago) e Mosteiros (Fogo), e de conquistar cinco ao MpD, também venceu a câmara da Boa Vista (embora com maioria na assembleia municipal do MpD), que antes estava nas mãos do independente José Luís Santos, que nestas eleições liderou a lista do MpD, tendo sido derrotado.

Segundo dados oficiais às 18:00 locais, com 97,5% das 1.386 mesas de voto apuradas, estas oitavas eleições municipais em Cabo Verde registaram uma taxa de abstenção de 41,6%.

Para esta votação estavam inscritos 337.083 eleitores, distribuídos por 1.386 mesas de voto em todo o arquipélago, um aumento de 34.073 eleitores (+11%) face às eleições municipais anteriores, em 2016.

Nas eleições de domingo concorrem ao mandato de quatro anos 65 listas às Assembleias Municipais e 64 às Câmaras Municipais, das quais 53 de partidos políticos (de quatro partidos) e 12 de grupos de cidadãos, segundo dados da CNE.

As últimas autárquicas aconteceram a 04 de Setembro de 2016, em que o MpD venceu com os seus próprios candidatos 18 das 22 câmaras municipais, enquanto o PAICV ganhou duas e outras duas foram conquistadas por independentes.

"O povo de Cabo Verde, mais uma vez, deu um exemplo ao mundo, especialmente perante o que observamos nos últimos tempos, mesmo em democracias consideradas maduras ou modernas", disse o chefe de Estado, numa mensagem publicada na sua página pessoa no Facebook, um dia após as oitavas eleições autárquicas no país.

Para Jorge Carlos Fonseca, o processo democrático em Cabo Verde é irreversível e deve orgulhar a todos, não obstante considerar que é preciso ter "ambição de aprimorar sempre, corrigir falhas e superar deficiências".

No texto, o chefe de Estado felicitou todos os participantes na disputa eleitoral e desejou sucesso a todas as novas ou renovadas lideranças locais, "para o bem das populações, que anseiam por mais progresso e desenvolvimento".

"Soube bem ouvir e/ou ler declarações de candidatos vencidos a aceitarem, sem rebuliço, os resultados, sem queixumes repetidos e que já convencem a muitíssimo poucos. Igualmente, posturas de dignidade e de magnanimidade por parte de vencedores. Isso também revela maturidade democrática crescente entre nós", salientou Fonseca.

Com os resultados provisórios divulgados até agora pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Cabo Verde, o Movimento para a Democracia (MpD) continua a ser o principal partido autárquico, mas passou de 18 para 14 câmaras municipais em que lidera.

Por outro lado, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) subiu de duas para oito câmaras municipais, igualmente com candidatos próprios.

Os dois partidos (MpD lidera o Governo cabo-verdiano e PAICV a oposição no parlamento) voltam assim a ter a mesma relação de forças no poder autárquico anterior às eleições municipais de 2016.

Além da Praia, capital do país -- cuja derrota foi assumida pelo actual autarca, Óscar Santos, ainda no domingo à noite -, o MpD perdeu para o PAICV, nestas eleições, as câmaras municipais de São Filipe (Fogo), Tarrafal, São Domingos e Ribeira Grande (Santiago), tendo conquistado a de Ribeira Brava (São Nicolau), que desde as eleições de 2016 era liderada por independentes.

O MpD manteve ainda as câmaras do Sal, Maio, Brava, São Vicente (perdendo a maioria), Tarrafal (São Nicolau), Porto Novo, Paul e Ribeira Grande (Santo Antão), Santa Catarina (perdendo a maioria), São Salvador do Mundo, São Lourenço dos Órgãos e São Miguel (Santiago).

O PAICV, além de manter as duas câmaras municipais que já detinha, em Santa Cruz (Santiago) e Mosteiros (Fogo), e de conquistar cinco ao MpD, também venceu a câmara da Boa Vista (embora com maioria na assembleia municipal do MpD), que antes estava nas mãos do independente José Luís Santos, que nestas eleições liderou a lista do MpD, tendo sido derrotado.

Segundo dados oficiais às 18:00 locais, com 97,5% das 1.386 mesas de voto apuradas, estas oitavas eleições municipais em Cabo Verde registaram uma taxa de abstenção de 41,6%.

Para esta votação estavam inscritos 337.083 eleitores, distribuídos por 1.386 mesas de voto em todo o arquipélago, um aumento de 34.073 eleitores (+11%) face às eleições municipais anteriores, em 2016.

Nas eleições de domingo concorrem ao mandato de quatro anos 65 listas às Assembleias Municipais e 64 às Câmaras Municipais, das quais 53 de partidos políticos (de quatro partidos) e 12 de grupos de cidadãos, segundo dados da CNE.

As últimas autárquicas aconteceram a 04 de Setembro de 2016, em que o MpD venceu com os seus próprios candidatos 18 das 22 câmaras municipais, enquanto o PAICV ganhou duas e outras duas foram conquistadas por independentes.