Cabo Verde: Primeiro-ministro diz que governou no "contexto mais difícil"

  • Cabo Verde
Praia - O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse hoje, no último debate mensal no parlamento desta legislatura, que governou no "contexto mais difícil" da históri de Cabo Verde, acusando a oposição de ter "faltado" ao país.

"Governamos no contexto mais difícil que qualquer outro Governo governou em democracia: três anos de seca severa, as piores dos últimos 37 anos, e um ano de pandemia. Afectou fortemente o mundo rural, a economia, o emprego, o rendimento e a vida das pessoas", apontou Ulisses Correia e Silva.

O chefe do Governo e líder do Movimento para a Democracia (MpD, maioria) está hoje na Assembleia Nacional, no âmbito do debate mensal no parlamento, para fazer o balanço da legislatura, iniciada em 2016 e que termina com as eleições legislativas de 18 de Abril, e afirmou que "nenhuma destas crises e destas emergências aconteceram por vontade do Governo ou por falta de acção do Governo".

"Nestes cinco anos difíceis, Cabo Verde não sentiu falta de Governo. Sentiu sim, falta de uma oposição responsável, com sentido de Estado e comprometida com o país", afirmou, num discurso marcado por várias críticas à pré-campanha eleitoral realizada pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição).

Assumindo que o período de recuperação da pandemia de covid-19 "vai ser muito exigente", Ulisses Correia e Silva admitiu que a "retoma económica e social para além das medidas de protecção, exige um quadro propiciador de amplos consensos a nível político e da concertação social".

"O país precisa de um Governo estável e de uma oposição responsável, com sentido de Estado e de compromissos com o país. Uma oposição que faça sim oposição ao Governo, mas que não faça oposição ao país. Esta oposição que não tivemos durante cinco anos. Uma oposição patriótica, comprometida com o país, que critica, sim senhor, mas que não transforma tudo em negatividade, não faz a política de terra queimada, não anda sempre nas suspeições", criticou.

Depois de uma legislatura marcada por fortes conflitos entre o Governo e a bancada do MpD com a liderança do PAICV, Ulisses Correia e Silva foi ainda mais direito nesta intervenção, alegando o que diz ter faltado nos cincos anos de legislatura.

"Uma oposição democrática lá dentro, em casa, uma oposição que cumpre as regras democráticas internas, que valoriza o mérito, que integra e não exclui, que consiga transmitir confiança, porque quem não faz em casa não faz lá fora. E esta caracterização da oposição tem um nome: é o PAICV, não é toda a oposição. Precisávamos de um PAICV diferente, não foi", disse.

Durante a intervenção, Ulisses Correia e Silva fez ainda o balanço da legislatura, garantindo que a maioria cumpriu o "essencial" do programa de Governo, "em contexto extraordinário, que obrigou à alteração de prioridades na gestão e na afectação de recursos".

"Protegemos os agricultores, os criadores de animais e as famílias rurais mitigando os efeitos da seca e dos maus anos agrícolas. Não só mitigamos, como investimos em mais mobilização de água para a agricultura, em energias renováveis para a bombagem da água, na comparticipação nos custos da rega gota a gota, no desencravamento de localidades", afirmou.

"Protegemos a vida das pessoas, o emprego, as empresas e os rendimentos durante um ano de pandemia da covid-19 que ainda fustiga o país e o mundo", acrescentou.

Recordou que o país saiu da "estagnação económica de 2015", fazendo a economia crescer, atingindo 5,7% em 2019 e que apesar dos três anos consecutivos de seca, até 2019, foram criados mais 26.000 empregos no sector não agrário.

"É nossa prioridade para o próximo mandato fazer a economia novamente crescer e investir ainda mais na formação profissional, em estágios profissionais, no empreendedorismo e em bolsas de estudos para reduzir de forma significativa o número de jovens sem emprego e fora da educação ou da formação", afirmou ainda.

Admitiu que a pobreza "ainda é elevada em Cabo Verde" e "afecta milhares de famílias", apontando por isso, entre outras medidas para a próxima legislatura, a necessidade de aumentar o salário mínimo nacional.

"Vamos vencer a pandemia, relançar a economia e continuar a colocar Cabo Verde no caminho seguro. É nossa prioridade absoluta atingir este ano a vacinação de mais de 70% dos cabo-verdianos contra a covid-19", afirmou Ulisses Correia e Silva.

"Governamos no contexto mais difícil que qualquer outro Governo governou em democracia: três anos de seca severa, as piores dos últimos 37 anos, e um ano de pandemia. Afectou fortemente o mundo rural, a economia, o emprego, o rendimento e a vida das pessoas", apontou Ulisses Correia e Silva.

O chefe do Governo e líder do Movimento para a Democracia (MpD, maioria) está hoje na Assembleia Nacional, no âmbito do debate mensal no parlamento, para fazer o balanço da legislatura, iniciada em 2016 e que termina com as eleições legislativas de 18 de Abril, e afirmou que "nenhuma destas crises e destas emergências aconteceram por vontade do Governo ou por falta de acção do Governo".

"Nestes cinco anos difíceis, Cabo Verde não sentiu falta de Governo. Sentiu sim, falta de uma oposição responsável, com sentido de Estado e comprometida com o país", afirmou, num discurso marcado por várias críticas à pré-campanha eleitoral realizada pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição).

Assumindo que o período de recuperação da pandemia de covid-19 "vai ser muito exigente", Ulisses Correia e Silva admitiu que a "retoma económica e social para além das medidas de protecção, exige um quadro propiciador de amplos consensos a nível político e da concertação social".

"O país precisa de um Governo estável e de uma oposição responsável, com sentido de Estado e de compromissos com o país. Uma oposição que faça sim oposição ao Governo, mas que não faça oposição ao país. Esta oposição que não tivemos durante cinco anos. Uma oposição patriótica, comprometida com o país, que critica, sim senhor, mas que não transforma tudo em negatividade, não faz a política de terra queimada, não anda sempre nas suspeições", criticou.

Depois de uma legislatura marcada por fortes conflitos entre o Governo e a bancada do MpD com a liderança do PAICV, Ulisses Correia e Silva foi ainda mais direito nesta intervenção, alegando o que diz ter faltado nos cincos anos de legislatura.

"Uma oposição democrática lá dentro, em casa, uma oposição que cumpre as regras democráticas internas, que valoriza o mérito, que integra e não exclui, que consiga transmitir confiança, porque quem não faz em casa não faz lá fora. E esta caracterização da oposição tem um nome: é o PAICV, não é toda a oposição. Precisávamos de um PAICV diferente, não foi", disse.

Durante a intervenção, Ulisses Correia e Silva fez ainda o balanço da legislatura, garantindo que a maioria cumpriu o "essencial" do programa de Governo, "em contexto extraordinário, que obrigou à alteração de prioridades na gestão e na afectação de recursos".

"Protegemos os agricultores, os criadores de animais e as famílias rurais mitigando os efeitos da seca e dos maus anos agrícolas. Não só mitigamos, como investimos em mais mobilização de água para a agricultura, em energias renováveis para a bombagem da água, na comparticipação nos custos da rega gota a gota, no desencravamento de localidades", afirmou.

"Protegemos a vida das pessoas, o emprego, as empresas e os rendimentos durante um ano de pandemia da covid-19 que ainda fustiga o país e o mundo", acrescentou.

Recordou que o país saiu da "estagnação económica de 2015", fazendo a economia crescer, atingindo 5,7% em 2019 e que apesar dos três anos consecutivos de seca, até 2019, foram criados mais 26.000 empregos no sector não agrário.

"É nossa prioridade para o próximo mandato fazer a economia novamente crescer e investir ainda mais na formação profissional, em estágios profissionais, no empreendedorismo e em bolsas de estudos para reduzir de forma significativa o número de jovens sem emprego e fora da educação ou da formação", afirmou ainda.

Admitiu que a pobreza "ainda é elevada em Cabo Verde" e "afecta milhares de famílias", apontando por isso, entre outras medidas para a próxima legislatura, a necessidade de aumentar o salário mínimo nacional.

"Vamos vencer a pandemia, relançar a economia e continuar a colocar Cabo Verde no caminho seguro. É nossa prioridade absoluta atingir este ano a vacinação de mais de 70% dos cabo-verdianos contra a covid-19", afirmou Ulisses Correia e Silva.