Campos de refugiados eritreus em Tigray foram totalmente destruídos - ACNUR

  • Mapa da Etiópia
Genebra - Os campos de refugiados eritreus de Shimelba e Hitsats na região de Tigray, na Etiópia, "estão totalmente destruídos", disse hoje fonte do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), após uma visita aos campos pela primeira vez.

As equipas do ACNUR "encontraram ambos os campos totalmente destruídos e todas as instalações humanitárias saqueadas e vandalizadas", disse o porta-voz do ACNUR, Boris Cheshirkov, numa conferência de imprensa em Genebra, confirmando o que imagens de satélite recolhidas em Fevereiro já permitiam perceber.

O ACNUR também manifestou preocupação com os cerca de 20.000 refugiados eritreus que viviam nos dois campos e que, entretanto, desapareceram.

Um número indeterminado dessas pessoas está espalhado pela cidade de Shiraro, segundo o ACNUR, que referiu que uma missão da Agência etíope para os Refugiados (ARRA) irá avaliar números, necessidades e vontade dos refugiados se deslocarem.

O ACNUR recordou que mais de 7.000 dos refugiados que inicialmente se encontravam nos campos destruídos se mudaram para dois outros campos de refugiados eritreus em Tigray, Mai Aini e Adi Harush.

Cerca de 1.000 outros refugiados fugiram para outros locais na Etiópia.

A ajuda humanitária conseguiu chegar aos refugiados nos campos Mai Aini e Adi Harush, que estão sobrelotados, disse a agência da ONU.

O ACNUR está à procura de novos locais para alojar os refugiados, o que é tanto mais urgente quanto se aproxima a estação das chuvas.

Além dos refugiados eritreus, há cerca de 95.000 etíopes deslocados no distrito de Shiraro.

A grande maioria destas pessoas vive em comunidades locais.

O Tigray é palco de combates desde o início de 04 de Novembro de 2020, data em que o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, enviou o exército etíope para desalojar a Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF), o partido eleito que então governava o estado etíope no norte da Etiópia, e que vinha há vários meses a desafiar a autoridade de Addis Abeba.

Abiy justificou a operação militar como resposta a um ataque prévio das forças estaduais do Tigray a uma base do exército federal.

Addis Abeba declarou vitória a 28 de Novembro, mas a grande maioria dos líderes estaduais, pertencentes à TPLF, que o Governo federal quer desarmar e prender, estão em fuga e prometeram continuar a lutar.

Antes da eclosão da crise na região de Tigray, cerca de 100.000 eritreus refugiavam-se de décadas de violência na Eritreia em pelo menos quatro campos de refugiados localizados naquele estado etíope, mas muitos milhares de nacionais eritreus vivem espalhados por toda a Etiópia.

As equipas do ACNUR "encontraram ambos os campos totalmente destruídos e todas as instalações humanitárias saqueadas e vandalizadas", disse o porta-voz do ACNUR, Boris Cheshirkov, numa conferência de imprensa em Genebra, confirmando o que imagens de satélite recolhidas em Fevereiro já permitiam perceber.

O ACNUR também manifestou preocupação com os cerca de 20.000 refugiados eritreus que viviam nos dois campos e que, entretanto, desapareceram.

Um número indeterminado dessas pessoas está espalhado pela cidade de Shiraro, segundo o ACNUR, que referiu que uma missão da Agência etíope para os Refugiados (ARRA) irá avaliar números, necessidades e vontade dos refugiados se deslocarem.

O ACNUR recordou que mais de 7.000 dos refugiados que inicialmente se encontravam nos campos destruídos se mudaram para dois outros campos de refugiados eritreus em Tigray, Mai Aini e Adi Harush.

Cerca de 1.000 outros refugiados fugiram para outros locais na Etiópia.

A ajuda humanitária conseguiu chegar aos refugiados nos campos Mai Aini e Adi Harush, que estão sobrelotados, disse a agência da ONU.

O ACNUR está à procura de novos locais para alojar os refugiados, o que é tanto mais urgente quanto se aproxima a estação das chuvas.

Além dos refugiados eritreus, há cerca de 95.000 etíopes deslocados no distrito de Shiraro.

A grande maioria destas pessoas vive em comunidades locais.

O Tigray é palco de combates desde o início de 04 de Novembro de 2020, data em que o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, enviou o exército etíope para desalojar a Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF), o partido eleito que então governava o estado etíope no norte da Etiópia, e que vinha há vários meses a desafiar a autoridade de Addis Abeba.

Abiy justificou a operação militar como resposta a um ataque prévio das forças estaduais do Tigray a uma base do exército federal.

Addis Abeba declarou vitória a 28 de Novembro, mas a grande maioria dos líderes estaduais, pertencentes à TPLF, que o Governo federal quer desarmar e prender, estão em fuga e prometeram continuar a lutar.

Antes da eclosão da crise na região de Tigray, cerca de 100.000 eritreus refugiavam-se de décadas de violência na Eritreia em pelo menos quatro campos de refugiados localizados naquele estado etíope, mas muitos milhares de nacionais eritreus vivem espalhados por toda a Etiópia.