COVID-19: Cabo Verde descarta novo estado de emergência

Praia - O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, descartou, terça-feira, a declaração de novos estados de emergência por causa da pandemia da covid-19.

Porém, ele anunciou que o Governo vai dar directrizes às autoridades policiais e de saúde para reforçarem a fiscalização ao uso de máscaras faciais, face ao aumento de números diários de novos casos e de óbitos provocados pela doença no arquipélago.

O chefe do Governo cabo-verdiano fez este anúncio a jornalistas, na cidade da Praia, no final de uma reunião do Gabinete de Crise para analisar a situação epidemiológica do país.

Disse nessa ocasião que o Governo não defende um novo estado de emergência, explicando que este período pressupõe um conjunto de consequências económicas e sociais, com o encerramento de serviços, de empresas, que vão dificultar ainda mais a vida das pessoas.

"Utilizando os instrumentos que nós temos, que é boa comunicação, informação, fiscalização, controlaremos o nível de transmissão que é preciso reduzir. Esta consciência tem de ser colectiva (...). Isto é uma responsabilidade de todos, de cada um, para podermos vencer esta batalha", exortou.

Ulisses Correia e Silva anunciou que, nesta quarta-feira, vai ser realizada uma outra reunião, agora coordenada pelo ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, sobre acções de fiscalização, em que vão ser dadas directrizes à Polícia Nacional, à Inspecção Geral das Actividades Económicas (IGAE), à Protecção Civil e à Direcção Nacional de Saúde para assegurar o uso de máscaras.

"É fundamental continuar a proteger. Estamos na linha de conseguirmos aumentar a vacinação. Os profissionais de saúde já foram, em grande parte, vacinados. Começamos com os idosos. Estamos a fazer um grande esforço para termos mais estoques de vacinas, que é o instrumento mais poderoso e eficaz de combate à covid-19, mas, até lá, é importante continuarmos a fazer esta acção de prevenção", apelou.

Além do reforço da fiscalização, o primeiro-ministro avançou que as autoridades vão aumentar a comunicação e a informação nas rádios, televisões e comunidades, esperando que haja uma "resposta positiva" dos cidadãos.

Questionado sobre a coerência de novas medidas depois das aglomerações verificadas durante a campanha para as eleições que se realizaram no domingo, Ulisses Correia e Silva respondeu que este período pressupõe funcionar e deixar funcionar a democracia e que é difícil evitar aglomerações.

"Mas nós temos responsabilidade de governar o país. Não podemos ficar condicionados àquilo que aconteceu na campanha eleitoral. A responsabilidade primeira é com a saúde, com a vida. Por isso faz todo o sentido que se reforce a mensagem sobre a necessidade de protecção", frisou.

O chefe do Governo cabo-verdiano, reeleito para o cargo, nas eleições legislativas de domingo último, sublinhou que não foi o Governo de Cabo Verde que esteve em campanha eleitoral, mas sim todos os partidos políticos.

Disse estar, por isso, ciente das dificuldades relativamente à contenção.

"Depois é preciso ter em conta que não se podem fazer leituras lineares. Não há nenhuma evidência de que o aumento do número de casos se deve, neste momento, às campanhas eleitorais, já antes havia uma tendência de crescimento", referiu.

Ulisses Correia e Silva disse perceber alguma insatisfação das pessoas, mas que não acredita em dificuldades ou resistência em impor novas medidas.

Salientou que o estado actual assim o obriga e que as pessoas fazem diferenciação entre a campanha eleitoral e a normalidade da vida no país.

"Foi isso que aconteceu nas autárquicas (em Outubro de 2020), houve ajuntamentos, nem por causa disso houve o disparar de casos. Não há esta ligação directa, apesar da sensação de levar a dizer que as campanhas eleitorais podem contribuir", terminou.

Porém, ele anunciou que o Governo vai dar directrizes às autoridades policiais e de saúde para reforçarem a fiscalização ao uso de máscaras faciais, face ao aumento de números diários de novos casos e de óbitos provocados pela doença no arquipélago.

O chefe do Governo cabo-verdiano fez este anúncio a jornalistas, na cidade da Praia, no final de uma reunião do Gabinete de Crise para analisar a situação epidemiológica do país.

Disse nessa ocasião que o Governo não defende um novo estado de emergência, explicando que este período pressupõe um conjunto de consequências económicas e sociais, com o encerramento de serviços, de empresas, que vão dificultar ainda mais a vida das pessoas.

"Utilizando os instrumentos que nós temos, que é boa comunicação, informação, fiscalização, controlaremos o nível de transmissão que é preciso reduzir. Esta consciência tem de ser colectiva (...). Isto é uma responsabilidade de todos, de cada um, para podermos vencer esta batalha", exortou.

Ulisses Correia e Silva anunciou que, nesta quarta-feira, vai ser realizada uma outra reunião, agora coordenada pelo ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, sobre acções de fiscalização, em que vão ser dadas directrizes à Polícia Nacional, à Inspecção Geral das Actividades Económicas (IGAE), à Protecção Civil e à Direcção Nacional de Saúde para assegurar o uso de máscaras.

"É fundamental continuar a proteger. Estamos na linha de conseguirmos aumentar a vacinação. Os profissionais de saúde já foram, em grande parte, vacinados. Começamos com os idosos. Estamos a fazer um grande esforço para termos mais estoques de vacinas, que é o instrumento mais poderoso e eficaz de combate à covid-19, mas, até lá, é importante continuarmos a fazer esta acção de prevenção", apelou.

Além do reforço da fiscalização, o primeiro-ministro avançou que as autoridades vão aumentar a comunicação e a informação nas rádios, televisões e comunidades, esperando que haja uma "resposta positiva" dos cidadãos.

Questionado sobre a coerência de novas medidas depois das aglomerações verificadas durante a campanha para as eleições que se realizaram no domingo, Ulisses Correia e Silva respondeu que este período pressupõe funcionar e deixar funcionar a democracia e que é difícil evitar aglomerações.

"Mas nós temos responsabilidade de governar o país. Não podemos ficar condicionados àquilo que aconteceu na campanha eleitoral. A responsabilidade primeira é com a saúde, com a vida. Por isso faz todo o sentido que se reforce a mensagem sobre a necessidade de protecção", frisou.

O chefe do Governo cabo-verdiano, reeleito para o cargo, nas eleições legislativas de domingo último, sublinhou que não foi o Governo de Cabo Verde que esteve em campanha eleitoral, mas sim todos os partidos políticos.

Disse estar, por isso, ciente das dificuldades relativamente à contenção.

"Depois é preciso ter em conta que não se podem fazer leituras lineares. Não há nenhuma evidência de que o aumento do número de casos se deve, neste momento, às campanhas eleitorais, já antes havia uma tendência de crescimento", referiu.

Ulisses Correia e Silva disse perceber alguma insatisfação das pessoas, mas que não acredita em dificuldades ou resistência em impor novas medidas.

Salientou que o estado actual assim o obriga e que as pessoas fazem diferenciação entre a campanha eleitoral e a normalidade da vida no país.

"Foi isso que aconteceu nas autárquicas (em Outubro de 2020), houve ajuntamentos, nem por causa disso houve o disparar de casos. Não há esta ligação directa, apesar da sensação de levar a dizer que as campanhas eleitorais podem contribuir", terminou.