Covid-19: Presidente moçambicano anuncia agravamento de restrições

  • Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi
Maputo - O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou hoje um agravamento de restrições face ao avanço da covid-19 no país, encurtando horários do comércio e restauração, fechando alguns estabelecimentos e espaços culturais e interditando praias, entre outras medidas.

As restrições vão vigorar a partir das 00h00 de 15 de Janeiro por um período de 21 dias, segundo aprovado hoje em reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

Filipe Nyusi fez o anúncio durante uma comunicação à nação acerca da evolução da pandemia de covid-19, com um "aumento significativo" de internamentos e mortes nas últimas semanas, chegando hoje aos 205 óbitos de um total de 23.726 casos positivos.

Uma fatia de 19% dos óbitos registados em Moçambique desde o início da pandemia, aconteceu já em 2021, realçou.

De todas as mortes, 81% foi registado na área metropolitana de Maputo, acrescentou.

"A qualquer momento alguém doente pode não ter onde ser internado", porque até os serviços privados estão a ficar saturados, referiu.

Segundo o boletim de hoje do Ministério da Saúde, há 140 doentes nos centros de internamento de covid-19 e noutras unidades hospitalares, sendo que 79.3% destes pacientes encontram-se em Maputo.

"Esta nova situação é a mais grave desde que a covid-19 surgiu em Moçambique", é de uma "gravidade sem paralelo", sublinhou.

Os dados são um "sinal gravemente vermelho" que exige medidas, referindo que está a ser aumentado o número de camas, mas "isso não reduz o número de infectados", apelando assim ao cumprimento das medidas básicas de prevenção: uso de máscara, desinfecção frequente das mãos e cumprimento do distanciamento social.

Entre as medidas hoje anunciadas, reforça-se a exigência do teste à covid-19 para quem quer entrar no país, agora sem excepções, realçou Filipe Nyusi, ao frisar que a medida se aplica "a todos os viajantes", apelando a que cada um se mantenha actualizado sobre as normas em vigor em todos os países por onde vai circular.

Toda a actividade comercial passa a ter de encerrar até às 18h00, sendo que restaurantes podem fechar mais tarde, até às 20h00 de segunda à sexta, mas têm de fechar mais cedo, até às 15h00, aos fins de semana.

As 'bottle stores', casas de venda de bebidas alcoólicas, devem fechar sempre até às 13h00 e o mesmo se vai aplicar às zonas de venda de bebidas com álcool em supermercados e noutras superfícies comerciais.

Bares, discotecas, salas de jogo, casinos e bancas de venda de bebidas voltam a ter de fechar portas na nova fase de restrições, assim como ginásios e piscinas públicas, mantendo-se abertos espaços públicos como calçadões para caminhadas, sem aglomerações.

As praias estarão também interditas a quem as procura para recreação e lazer, numa altura em que a afluência crescia, dado ser esta a época mais quente e de férias no país.

Voltam também a encerrar os espaços culturais que já tinham reaberto, tais como cinemas, museus, salas de teatro e galerias.

Os campeonatos nacionais de várias modalidades desportivas vão decorrer, mas sem público, acrescentou o chefe de Estado.

O número máximo de participantes em eventos privados é reduzido para 30, podendo chegar aos 50 desde que ao ar livre, devendo os mesmos decorrer até às 20:00.

O número de participantes em cerimónias de cultos religiosos está limitado a 50 e os funerais e velórios não podem juntar mais que 20 pessoas, 10 caso a morte tenha sido provocada por covid-19.

O Governo moçambicano recomenda ainda o recurso ao teletrabalho e uso de novas tecnologias, sempre que possível.

Após 21 dias em vigor, a partir das 00h00 de sexta-feira, será feita nova avaliação das medidas (ou seja, depois de 04 de Fevereiro), com base na evolução dos casos de covid-19, concluiu.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.963.557 mortos resultantes de mais de 91,5 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

As restrições vão vigorar a partir das 00h00 de 15 de Janeiro por um período de 21 dias, segundo aprovado hoje em reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

Filipe Nyusi fez o anúncio durante uma comunicação à nação acerca da evolução da pandemia de covid-19, com um "aumento significativo" de internamentos e mortes nas últimas semanas, chegando hoje aos 205 óbitos de um total de 23.726 casos positivos.

Uma fatia de 19% dos óbitos registados em Moçambique desde o início da pandemia, aconteceu já em 2021, realçou.

De todas as mortes, 81% foi registado na área metropolitana de Maputo, acrescentou.

"A qualquer momento alguém doente pode não ter onde ser internado", porque até os serviços privados estão a ficar saturados, referiu.

Segundo o boletim de hoje do Ministério da Saúde, há 140 doentes nos centros de internamento de covid-19 e noutras unidades hospitalares, sendo que 79.3% destes pacientes encontram-se em Maputo.

"Esta nova situação é a mais grave desde que a covid-19 surgiu em Moçambique", é de uma "gravidade sem paralelo", sublinhou.

Os dados são um "sinal gravemente vermelho" que exige medidas, referindo que está a ser aumentado o número de camas, mas "isso não reduz o número de infectados", apelando assim ao cumprimento das medidas básicas de prevenção: uso de máscara, desinfecção frequente das mãos e cumprimento do distanciamento social.

Entre as medidas hoje anunciadas, reforça-se a exigência do teste à covid-19 para quem quer entrar no país, agora sem excepções, realçou Filipe Nyusi, ao frisar que a medida se aplica "a todos os viajantes", apelando a que cada um se mantenha actualizado sobre as normas em vigor em todos os países por onde vai circular.

Toda a actividade comercial passa a ter de encerrar até às 18h00, sendo que restaurantes podem fechar mais tarde, até às 20h00 de segunda à sexta, mas têm de fechar mais cedo, até às 15h00, aos fins de semana.

As 'bottle stores', casas de venda de bebidas alcoólicas, devem fechar sempre até às 13h00 e o mesmo se vai aplicar às zonas de venda de bebidas com álcool em supermercados e noutras superfícies comerciais.

Bares, discotecas, salas de jogo, casinos e bancas de venda de bebidas voltam a ter de fechar portas na nova fase de restrições, assim como ginásios e piscinas públicas, mantendo-se abertos espaços públicos como calçadões para caminhadas, sem aglomerações.

As praias estarão também interditas a quem as procura para recreação e lazer, numa altura em que a afluência crescia, dado ser esta a época mais quente e de férias no país.

Voltam também a encerrar os espaços culturais que já tinham reaberto, tais como cinemas, museus, salas de teatro e galerias.

Os campeonatos nacionais de várias modalidades desportivas vão decorrer, mas sem público, acrescentou o chefe de Estado.

O número máximo de participantes em eventos privados é reduzido para 30, podendo chegar aos 50 desde que ao ar livre, devendo os mesmos decorrer até às 20:00.

O número de participantes em cerimónias de cultos religiosos está limitado a 50 e os funerais e velórios não podem juntar mais que 20 pessoas, 10 caso a morte tenha sido provocada por covid-19.

O Governo moçambicano recomenda ainda o recurso ao teletrabalho e uso de novas tecnologias, sempre que possível.

Após 21 dias em vigor, a partir das 00h00 de sexta-feira, será feita nova avaliação das medidas (ou seja, depois de 04 de Fevereiro), com base na evolução dos casos de covid-19, concluiu.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.963.557 mortos resultantes de mais de 91,5 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.