Covid-19: Sindicato diz que enfermeiros zimbabweano estão com receio da vacina

  • Vacina contra a Covid-19
Harare - Uma proporção significativa do pessoal médico do Zimbabwe está relutante em ser vacinado contra a covid-19, afirmou esta sexta-feira um sindicato de enfermeiros do país, que apontou para a falta de clareza sobre a eficácia da imunização contra a variante sul-africana.

O Zimbabwe iniciou em 18 de Fevereiro uma campanha de vacinação com 200 mil doses da vacina chinesa Sinopharm, doadas por Pequim.

No entanto, Enock Dongo, presidente da Associação de Enfermeiros do Zimbabwe, que conta com 12 mil membros, disse que "a vacinação é baixa entre os trabalhadores do sector da saúde".

"Na situação actual, as pessoas estão relutantes", disse Dongo à agência France-Presse (AFP), acrescentando que o sindicato deixa que os seus membros decidam "se querem ou não ser vacinados".

Segundo o responsável, são necessárias informações sobre a segurança da vacina, possíveis efeitos secundários e a sua eficácia contra a variante sul-africana do coronavírus SARS-CoV-2, que atinge também o Zimbabwe.

Segundo o laboratório que desenvolveu esta vacina, a fórmula apresenta uma eficácia de 79% contra este coronavírus, mas não foi testada perante as variantes mais contagiosas.

Segundo dados divulgados na semana passada pelo executivo de Harare, 61% das infecções no país são provocadas pela variante sul-africana do SARS-CoV-2, mais contagiosa que a primeira versão detectada deste coronavírus.

A responsável nacional pelo combate à covid-19 no Zimbabwe, Agnes Mahomwa, considerou que a relutância dos trabalhadores do sector da saúde em serem vacinados é "bastante normal para um novo programa" e está confiante de que a vacinação deste pessoal irá aumentar nas próximas semanas.

A Autoridade de Controlo de Medicamentos do Zimbabwe acelerou o processo para a autorização da vacina da Sinopharm - fórmula que o Governo espera receber mais 600 mil doses até ao início de Março.

O vice-presidente e ministro da Saúde, Constantino Chiwenga, afirmou, junto do parlamento, que a autoridade está também no processo de validar a utilização de outra vacina chinesa, da Sinovac, para utilização de emergência.

Chiwenga foi a primeira pessoa a receber oficialmente a vacina contra a covid-19 no Zimbabué, numa tentativa de aumentar a confiança da população do país na fórmula.

Na quinta-feira, o Presidente zimbabweano, Emmerson Mnangagwa, advertiu que quem se recusar a ser vacinado poderá ser privado do acesso a certos serviços públicos, como autocarros.

O Zimbabwe registou até agora mais de 35 mil casos de infecção por covid-19, incluindo 1.458 mortes devido a doença.

De acordo com os dados mais recentes do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infectados neste continente desde o início da pandemia é de 3.869.522 e o de mortes 102.843.

A pandemia da covid-19 provocou, pelo menos, 2.508.786 mortos no mundo, resultantes de mais de 112,9 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela AFP.

A doença é transmitida por um coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

O Zimbabwe iniciou em 18 de Fevereiro uma campanha de vacinação com 200 mil doses da vacina chinesa Sinopharm, doadas por Pequim.

No entanto, Enock Dongo, presidente da Associação de Enfermeiros do Zimbabwe, que conta com 12 mil membros, disse que "a vacinação é baixa entre os trabalhadores do sector da saúde".

"Na situação actual, as pessoas estão relutantes", disse Dongo à agência France-Presse (AFP), acrescentando que o sindicato deixa que os seus membros decidam "se querem ou não ser vacinados".

Segundo o responsável, são necessárias informações sobre a segurança da vacina, possíveis efeitos secundários e a sua eficácia contra a variante sul-africana do coronavírus SARS-CoV-2, que atinge também o Zimbabwe.

Segundo o laboratório que desenvolveu esta vacina, a fórmula apresenta uma eficácia de 79% contra este coronavírus, mas não foi testada perante as variantes mais contagiosas.

Segundo dados divulgados na semana passada pelo executivo de Harare, 61% das infecções no país são provocadas pela variante sul-africana do SARS-CoV-2, mais contagiosa que a primeira versão detectada deste coronavírus.

A responsável nacional pelo combate à covid-19 no Zimbabwe, Agnes Mahomwa, considerou que a relutância dos trabalhadores do sector da saúde em serem vacinados é "bastante normal para um novo programa" e está confiante de que a vacinação deste pessoal irá aumentar nas próximas semanas.

A Autoridade de Controlo de Medicamentos do Zimbabwe acelerou o processo para a autorização da vacina da Sinopharm - fórmula que o Governo espera receber mais 600 mil doses até ao início de Março.

O vice-presidente e ministro da Saúde, Constantino Chiwenga, afirmou, junto do parlamento, que a autoridade está também no processo de validar a utilização de outra vacina chinesa, da Sinovac, para utilização de emergência.

Chiwenga foi a primeira pessoa a receber oficialmente a vacina contra a covid-19 no Zimbabué, numa tentativa de aumentar a confiança da população do país na fórmula.

Na quinta-feira, o Presidente zimbabweano, Emmerson Mnangagwa, advertiu que quem se recusar a ser vacinado poderá ser privado do acesso a certos serviços públicos, como autocarros.

O Zimbabwe registou até agora mais de 35 mil casos de infecção por covid-19, incluindo 1.458 mortes devido a doença.

De acordo com os dados mais recentes do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infectados neste continente desde o início da pandemia é de 3.869.522 e o de mortes 102.843.

A pandemia da covid-19 provocou, pelo menos, 2.508.786 mortos no mundo, resultantes de mais de 112,9 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela AFP.

A doença é transmitida por um coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.