CPLP manifesta "apoio e solidariedade" à Guiné Equatorial após explosões

Lisboa - A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da qual a Guiné Equatorial é Estado-membro, manifestou hoje apoio e solidariedade às autoridades do país, na sequência das explosões de domingo, que causaram pelo menos 30 mortos e 600 feridos.

Numa carta dirigida ao ministro das Relações Exteriores e Cooperação da Guiné Equatorial, a que a Lusa teve acesso, o secretário-executivo da CPLP apresenta "as mais sentidas condolências" às famílias das vítimas das explosões, que ocorreram em depósitos de armamento, na cidade de Bata.

"Neste momento difícil para o povo equato-guineense quero também expressar todo o nosso apoio e solidariedade às autoridades da Guiné Equatorial, perante esta catástrofe que atinge um dos nossos Estados-membros", escreve o embaixador Francisco Ribeiro Telles, na mesma carta, dirigida a Simeón Oyono Esono Angue.

O embaixador equato-guineense em Lisboa, Tito Mba Ada, disse à Lusa que formalizou, esta manhã, o pedido de ajuda junto da CPLP e das autoridades portuguesas.

"Neste momento tudo serve. Pode ser ajuda humanitária, equipas médicas, pessoal, alimentação, material médico - porque há muita gente ferida - medicamentos, material logístico, apoio psicológico", disse o embaixador, acrescentando que é também preciso evitar a propagação de doenças entre as populações que ficaram desalojadas.

Portugal já tinha manifestado hoje de manhã solidariedade para com o Governo da Guiné Equatorial.

Em resposta à Lusa, fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros português indicou que o apoio à Guiné Equatorial "será equacionado em coordenação com a comunidade internacional, nomeadamente no quadro das Nações Unidas e da União Europeia".

"Expressamos todo o apoio e solidariedade ao Governo da Guiné Equatorial neste momento tão difícil", acrescentou.

Várias explosões nos paióis de um quartel militar, localizado numa zona residencial da cidade de Bata, causaram a morte a pelo menos 31 pessoas e outras 500 a 600 ficaram feridas, segundo dos dados oficiais mais recentes sobre a catástrofe, classificada como acidental pelo chefe de Estado, Teodoro Obiang.

O Presidente, Teodoro Obiang Nguema, que governa este país da África Central há quase 42 anos, acusou agricultores das redondezas de terem permitido a propagação para o quartel de queimadas mal controladas, considerando que os soldados que estavam a guardar o arsenal foram "negligentes".

Casas e edifícios ao redor do quartel ficaram completamente destruídos e enormes blocos de betão foram projetados pelas ruas a centenas de metros, de acordo com imagens da estação de televisão estatal TVGE.

O Ministério da Defesa adiantou que foi aberta uma investigação para apurar as causas deste "trágico e lamentável" acontecimento.

O chefe de Estado lançou "um apelo à comunidade internacional para apoiar a Guiné Equatorial nestes momentos tornados ainda mais difíceis pela combinação da crise económica, devido à queda dos preços do petróleo, e da pandemia de covid-19".

A Guiné Equatorial, um país rico em recursos, mas com largas franjas da população abaixo do limiar da pobreza, integra a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014.

Numa carta dirigida ao ministro das Relações Exteriores e Cooperação da Guiné Equatorial, a que a Lusa teve acesso, o secretário-executivo da CPLP apresenta "as mais sentidas condolências" às famílias das vítimas das explosões, que ocorreram em depósitos de armamento, na cidade de Bata.

"Neste momento difícil para o povo equato-guineense quero também expressar todo o nosso apoio e solidariedade às autoridades da Guiné Equatorial, perante esta catástrofe que atinge um dos nossos Estados-membros", escreve o embaixador Francisco Ribeiro Telles, na mesma carta, dirigida a Simeón Oyono Esono Angue.

O embaixador equato-guineense em Lisboa, Tito Mba Ada, disse à Lusa que formalizou, esta manhã, o pedido de ajuda junto da CPLP e das autoridades portuguesas.

"Neste momento tudo serve. Pode ser ajuda humanitária, equipas médicas, pessoal, alimentação, material médico - porque há muita gente ferida - medicamentos, material logístico, apoio psicológico", disse o embaixador, acrescentando que é também preciso evitar a propagação de doenças entre as populações que ficaram desalojadas.

Portugal já tinha manifestado hoje de manhã solidariedade para com o Governo da Guiné Equatorial.

Em resposta à Lusa, fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros português indicou que o apoio à Guiné Equatorial "será equacionado em coordenação com a comunidade internacional, nomeadamente no quadro das Nações Unidas e da União Europeia".

"Expressamos todo o apoio e solidariedade ao Governo da Guiné Equatorial neste momento tão difícil", acrescentou.

Várias explosões nos paióis de um quartel militar, localizado numa zona residencial da cidade de Bata, causaram a morte a pelo menos 31 pessoas e outras 500 a 600 ficaram feridas, segundo dos dados oficiais mais recentes sobre a catástrofe, classificada como acidental pelo chefe de Estado, Teodoro Obiang.

O Presidente, Teodoro Obiang Nguema, que governa este país da África Central há quase 42 anos, acusou agricultores das redondezas de terem permitido a propagação para o quartel de queimadas mal controladas, considerando que os soldados que estavam a guardar o arsenal foram "negligentes".

Casas e edifícios ao redor do quartel ficaram completamente destruídos e enormes blocos de betão foram projetados pelas ruas a centenas de metros, de acordo com imagens da estação de televisão estatal TVGE.

O Ministério da Defesa adiantou que foi aberta uma investigação para apurar as causas deste "trágico e lamentável" acontecimento.

O chefe de Estado lançou "um apelo à comunidade internacional para apoiar a Guiné Equatorial nestes momentos tornados ainda mais difíceis pela combinação da crise económica, devido à queda dos preços do petróleo, e da pandemia de covid-19".

A Guiné Equatorial, um país rico em recursos, mas com largas franjas da população abaixo do limiar da pobreza, integra a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014.