Eleições locais confirmam derrota legislativa dos islâmicos no Marrocos

  • Bandeira de Marrocos
Rabat - A derrota histórica do Partido Islâmico nas legislativas do Marrocos foi confirmada com os resultados completos das eleições comunais e regionais divulgados nesta sexta-feira (10).

Pela primeira vez, os cerca de 18 milhões de eleitores marroquinos elegeram 395 deputados e seus representantes comunais e regionais, na quarta-feira (8).

A nível nacional, o Partido da Justiça (PJD, islâmico moderado), que está há uma década no poder, registou uma derrota inesperada, ao obter apenas 13 assentos, contra os 125 conquistadas nas eleições anteriores, conforme resultados do Ministério do Interior após a apuração de todas as cédulas.

O PJD ficou muito atrás dos seus principais adversários. A Associação Nacional de Independentes (RNI), o Partido Autenticidade e Modernidade (PAM) - ambos liberais e considerados próximos ao palácio real - e o partido de Istiqlal (centro-direita) obtiveram 102, 86 e 81 lugares, respectivamente.

Nas eleições comunais, os islâmicos também sofreram uma queda espectacular, passando de 5.021 representantes para 777. Com isso, perdem o controlo das grandes cidades que dirigiam, como Rabat, Marrakech e Fez, e dos dois grandes centros económicos Casablanca e Tánger. Ficaram muito atrás do RNI e do PAM, que obtiveram 9.995 e 6.210 cadeiras (de um total de 31.503), respectivamente.

Nas regionais, o PJD também registou uma queda acentuada, ao conseguir somente 18 cadeiras. Em 2015, ganhou 174 nas eleições locais anteriores.

O RNI e o Partido de Istiqlal ficaram na liderança, com 196 e 144 cadeiras, respectivamente, de um total de 678.

Membro da coligação governamental, o RNI é dirigido por um rico empresário, Aziz Akhannouch, considerado próximo ao palácio.

O rei Mohammed VI deve nomear um chefe de governo, procedente do partido que ficar em primeiro nas legislativas. É este nome que terá de formar um Executivo para um mandato de cinco anos.

O eleito sucederá a Saad Eddine El Othmani, que renunciou na quinta-feira (9) à direcção do PJD.

Nesta sexta-feira, o jornal Al Ayam colocou em sua primeira página o título "o trágico fim dos islâmicos", enquanto o jornal L'Economiste mencionava o "repúdio em massa" ao PJD.

Embora o Parlamento e o governo tenham agora amplas prerrogativas no Marrocos, as decisões em sectores fundamentais continuam a obedecer às iniciativas do rei Mohammed VI.

Pela primeira vez, os cerca de 18 milhões de eleitores marroquinos elegeram 395 deputados e seus representantes comunais e regionais, na quarta-feira (8).

A nível nacional, o Partido da Justiça (PJD, islâmico moderado), que está há uma década no poder, registou uma derrota inesperada, ao obter apenas 13 assentos, contra os 125 conquistadas nas eleições anteriores, conforme resultados do Ministério do Interior após a apuração de todas as cédulas.

O PJD ficou muito atrás dos seus principais adversários. A Associação Nacional de Independentes (RNI), o Partido Autenticidade e Modernidade (PAM) - ambos liberais e considerados próximos ao palácio real - e o partido de Istiqlal (centro-direita) obtiveram 102, 86 e 81 lugares, respectivamente.

Nas eleições comunais, os islâmicos também sofreram uma queda espectacular, passando de 5.021 representantes para 777. Com isso, perdem o controlo das grandes cidades que dirigiam, como Rabat, Marrakech e Fez, e dos dois grandes centros económicos Casablanca e Tánger. Ficaram muito atrás do RNI e do PAM, que obtiveram 9.995 e 6.210 cadeiras (de um total de 31.503), respectivamente.

Nas regionais, o PJD também registou uma queda acentuada, ao conseguir somente 18 cadeiras. Em 2015, ganhou 174 nas eleições locais anteriores.

O RNI e o Partido de Istiqlal ficaram na liderança, com 196 e 144 cadeiras, respectivamente, de um total de 678.

Membro da coligação governamental, o RNI é dirigido por um rico empresário, Aziz Akhannouch, considerado próximo ao palácio.

O rei Mohammed VI deve nomear um chefe de governo, procedente do partido que ficar em primeiro nas legislativas. É este nome que terá de formar um Executivo para um mandato de cinco anos.

O eleito sucederá a Saad Eddine El Othmani, que renunciou na quinta-feira (9) à direcção do PJD.

Nesta sexta-feira, o jornal Al Ayam colocou em sua primeira página o título "o trágico fim dos islâmicos", enquanto o jornal L'Economiste mencionava o "repúdio em massa" ao PJD.

Embora o Parlamento e o governo tenham agora amplas prerrogativas no Marrocos, as decisões em sectores fundamentais continuam a obedecer às iniciativas do rei Mohammed VI.