Embaixada diz que governo congolês sabia da viagem do diplomata morto em ataque

ROMA - A Embaixada da Itália em Kinshasa informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da RDC que o diplomata Luca Attanasio faria uma viagem à região de Goma, no leste deste país, entre 19 e 24 de Fevereiro.

Embaixador em Kinshasa desde 2017, Luca Attanasio foi assassinado numa suposta tentativa de sequestro nos arredores de Goma, ao lado do agente policial italiano Vittorio Iacovacci e do motorista congolês Mustapha Milambo, na última segunda-feira (22).

Logo após o crime, o governo da RDC disse que não sabia da presença do diplomata na região, o que teria impedido que a sua comitiva tivesse a segurança adequada. No entanto, num documento oficial enviado em 15 de Fevereiro, a Embaixada da Itália em Kinshasa informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Congo sobre a missão.

No documento, a sede diplomática pede autorização de acesso para Luca Attanasio e Vittorio Iacovacci no Aeroporto Internacional de N'djili, de onde partiria a viagem, e afirma que a missão incluiria visitas à comunidade italiana de Goma e Bukavu, a 200 quilómetros de distância uma da outra.

Após a divulgação do documento, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da RDC confirmou ter recebido o aviso, mas disse que o próprio embaixador encontrou-se posteriormente com o "director do Protocolo de Estado para comunicar que a viagem não aconteceria mais e que seria enviada uma segunda nota".

O governo congolês, no entanto, não divulgou nenhum documento oficial que comprove a realização desse encontro, de acordo com o site de notícias UOL.

"Ficamos chocados ao saber pelas redes sociais que o embaixador havia sido assassinado", Observa o Ministério dos Negócios Estrangeiros congolês.

A chancelaria ainda justificou que Rutshuru, destino da comitiva do diplomata no dia do seu assassinato, não fazia parte do itinerário original mencionado pela Embaixada italiana em Kinshasa.

O crime

O diplomata e o agente policial viajavam num comboio do Programa Mundial de Alimentos da ONU que visitaria um projevto de distribuição de comida em escolas.

Pouco depois de deixar a cidade de Goma, a comitiva foi atacada por seis homens armados numa estrada dentro do Parque Nacional Virunga, santuário natural do Congo e palco da actuação de milícias que disputam a riqueza mineral da região.

Os agressores teriam obrigado os veículos a parar colocando obstáculos na estrada e disparando tiros no ar. Os disparos, no entanto, alertaram os soldados das Forças Armadas do Congo e os guardas florestais de Virunga, que estavam a menos de um quilómetro de distância e dirigiram-se ao local.

Nesse momento, os agressores assassinaram o motorista congolês Mustapha Milambo e levaram o restante do grupo para a floresta. Quando os guardas intimaram os criminosos a se render, estes teriam disparado contra o agente Iacovacci, que morreu na hora, e o embaixador Attanasio, que chegou a ser levado a um hospital mas não resistiu aos ferimentos.

O governo da RDC responsabiliza as Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda (FDLR), grupo que tenta derrubar o presidente do país vizinho, Paul Kagame.

As FDLR, no entanto, negam envolvimento e dizem que os culpados devem ser buscados nos exércitos da República Democrática do Congo e do Ruanda.

A autópsia realizada em Roma indicou que Attanasio e Iacovacci não foram "executados", mas sim morreram durante um "tiroteio".

Cada um foi atingido por dois disparos, e especialistas identificaram pelo menos uma bala de fuzil Kalashnikov, arma bastante usada por milícias.

Embaixador em Kinshasa desde 2017, Luca Attanasio foi assassinado numa suposta tentativa de sequestro nos arredores de Goma, ao lado do agente policial italiano Vittorio Iacovacci e do motorista congolês Mustapha Milambo, na última segunda-feira (22).

Logo após o crime, o governo da RDC disse que não sabia da presença do diplomata na região, o que teria impedido que a sua comitiva tivesse a segurança adequada. No entanto, num documento oficial enviado em 15 de Fevereiro, a Embaixada da Itália em Kinshasa informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Congo sobre a missão.

No documento, a sede diplomática pede autorização de acesso para Luca Attanasio e Vittorio Iacovacci no Aeroporto Internacional de N'djili, de onde partiria a viagem, e afirma que a missão incluiria visitas à comunidade italiana de Goma e Bukavu, a 200 quilómetros de distância uma da outra.

Após a divulgação do documento, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da RDC confirmou ter recebido o aviso, mas disse que o próprio embaixador encontrou-se posteriormente com o "director do Protocolo de Estado para comunicar que a viagem não aconteceria mais e que seria enviada uma segunda nota".

O governo congolês, no entanto, não divulgou nenhum documento oficial que comprove a realização desse encontro, de acordo com o site de notícias UOL.

"Ficamos chocados ao saber pelas redes sociais que o embaixador havia sido assassinado", Observa o Ministério dos Negócios Estrangeiros congolês.

A chancelaria ainda justificou que Rutshuru, destino da comitiva do diplomata no dia do seu assassinato, não fazia parte do itinerário original mencionado pela Embaixada italiana em Kinshasa.

O crime

O diplomata e o agente policial viajavam num comboio do Programa Mundial de Alimentos da ONU que visitaria um projevto de distribuição de comida em escolas.

Pouco depois de deixar a cidade de Goma, a comitiva foi atacada por seis homens armados numa estrada dentro do Parque Nacional Virunga, santuário natural do Congo e palco da actuação de milícias que disputam a riqueza mineral da região.

Os agressores teriam obrigado os veículos a parar colocando obstáculos na estrada e disparando tiros no ar. Os disparos, no entanto, alertaram os soldados das Forças Armadas do Congo e os guardas florestais de Virunga, que estavam a menos de um quilómetro de distância e dirigiram-se ao local.

Nesse momento, os agressores assassinaram o motorista congolês Mustapha Milambo e levaram o restante do grupo para a floresta. Quando os guardas intimaram os criminosos a se render, estes teriam disparado contra o agente Iacovacci, que morreu na hora, e o embaixador Attanasio, que chegou a ser levado a um hospital mas não resistiu aos ferimentos.

O governo da RDC responsabiliza as Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda (FDLR), grupo que tenta derrubar o presidente do país vizinho, Paul Kagame.

As FDLR, no entanto, negam envolvimento e dizem que os culpados devem ser buscados nos exércitos da República Democrática do Congo e do Ruanda.

A autópsia realizada em Roma indicou que Attanasio e Iacovacci não foram "executados", mas sim morreram durante um "tiroteio".

Cada um foi atingido por dois disparos, e especialistas identificaram pelo menos uma bala de fuzil Kalashnikov, arma bastante usada por milícias.