Etiópia: ONU condena acusações do governo sobre ajuda humanitária

  • Sede da ONU em Nova Iorque
Adis Abeba - A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou hoje, terça-feira, as "perigosas" acusações do Governo etíope contra trabalhadores de ajuda humanitária em Tigray, região no norte da Etiópia devastada pela guerra.

No passado, o Governo acusou os trabalhadores de ajuda humanitária de estarem ao lado e até de armarem as forças rebeldes da Frente de Libertação do Povo de Tigray (TPLF).

"As acusações generalizadas contra os trabalhadores humanitários devem cessar", afirmou o secretário-geral adjunto da ONU para os Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, numa conferência de imprensa em Adis Abeba.

"São injustas, são contraproducentes, precisam de ser apoiadas por factos, se os houver, e, francamente, são perigosas", acrescentou, no último de seis dias de uma visita à Etiópia, naquela que foi a sua primeira viagem desde que foi nomeado para o cargo.

Pelo menos uma dúzia de trabalhadores de ajuda humanitária foram mortos desde que o início do conflito na região.

O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, Prémio Nobel da Paz em 2019, lançou uma intervenção militar em 04 de Novembro para derrubar a TPLF, o partido eleito e no poder no estado.

O Exército federal etíope foi apoiado por forças da Eritreia. Depois de vários dias, Abiy Ahmed declarou vitória em 28 de Novembro, com a captura da capital regional, Mekele, frente à TPLF, partido que controlou a Etiópia durante quase 30 anos.

No entanto, os combates continuaram e as forças eritreias são acusadas de conduzirem vários massacres e crimes sexuais.

Em 28 de Junho, Adis Abeba anunciou um cessar-fogo unilateral, aceite, em princípio, pelas forças de Tigray.

No último mês, os conflitos alastraram-se para as regiões vizinhas de Afar e Amhara.

As organizações de ajuda humanitária queixam-se que apesar do cessar-fogo, o acesso continuar limitado, sendo constrangido pela insegurança e por bloqueios administrativos.

Hoje, Griffiths disse que 100 camiões carregados com ajuda terão de chegar diariamente à região para satisfazer as necessidades.

Em 01 de Junho, o Programa Alimentar Mundial (PAM) advertiu que um total de 5,2 milhões de pessoas, mais de 90% da população de Tigray, necessita de assistência alimentar de forma urgente devido ao conflito.

 

No passado, o Governo acusou os trabalhadores de ajuda humanitária de estarem ao lado e até de armarem as forças rebeldes da Frente de Libertação do Povo de Tigray (TPLF).

"As acusações generalizadas contra os trabalhadores humanitários devem cessar", afirmou o secretário-geral adjunto da ONU para os Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, numa conferência de imprensa em Adis Abeba.

"São injustas, são contraproducentes, precisam de ser apoiadas por factos, se os houver, e, francamente, são perigosas", acrescentou, no último de seis dias de uma visita à Etiópia, naquela que foi a sua primeira viagem desde que foi nomeado para o cargo.

Pelo menos uma dúzia de trabalhadores de ajuda humanitária foram mortos desde que o início do conflito na região.

O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, Prémio Nobel da Paz em 2019, lançou uma intervenção militar em 04 de Novembro para derrubar a TPLF, o partido eleito e no poder no estado.

O Exército federal etíope foi apoiado por forças da Eritreia. Depois de vários dias, Abiy Ahmed declarou vitória em 28 de Novembro, com a captura da capital regional, Mekele, frente à TPLF, partido que controlou a Etiópia durante quase 30 anos.

No entanto, os combates continuaram e as forças eritreias são acusadas de conduzirem vários massacres e crimes sexuais.

Em 28 de Junho, Adis Abeba anunciou um cessar-fogo unilateral, aceite, em princípio, pelas forças de Tigray.

No último mês, os conflitos alastraram-se para as regiões vizinhas de Afar e Amhara.

As organizações de ajuda humanitária queixam-se que apesar do cessar-fogo, o acesso continuar limitado, sendo constrangido pela insegurança e por bloqueios administrativos.

Hoje, Griffiths disse que 100 camiões carregados com ajuda terão de chegar diariamente à região para satisfazer as necessidades.

Em 01 de Junho, o Programa Alimentar Mundial (PAM) advertiu que um total de 5,2 milhões de pessoas, mais de 90% da população de Tigray, necessita de assistência alimentar de forma urgente devido ao conflito.