Filho de Déby Itno vai liderar conselho militar que assume poder no Tchad

Ndjamena - Mahamat Idriss Déby Itno, comandante da guarda presidencial, filho do Presidente tchadiano, Idriss Déby Itno, falecido hoje na sequência de ferimentos em combate, vai dirigir um conselho militar que assumirá o poder no país, anunciou o exército do país.

"Foi criado um conselho militar chefiado pelo seu filho, o general Mahamat Idriss Déby Itno" (37 anos), anunciou o porta-voz do exército, general Azem Bermandoa Agouna, numa declaração transmitida na rádio estatal, pouco depois de anunciar a morte do chefe de Estado, cuja reeleição para um sexto mandato tinha sido anunciada esta segunda-feira.

"O conselho reuniu-se imediatamente e promulgou a Carta de Transição", acrescentou Bermandoa Agouna.

O Presidente do Chade, Idriss Déby Itno, no poder há 30 anos, morreu hoje de ferimentos sofridos enquanto comandava o seu exército na luta contra rebeldes no norte durante o fim-de-semana, anunciou o porta-voz.

"O Presidente da República, chefe de Estado, chefe supremo do Exército, Idriss Déby Itno, acaba de dar o seu último suspiro, enquanto defendia a integridade territorial no campo de batalha", disse Azem Bermandoa Agouna, numa declaração lida na estação pública de televisão chadiana, TV Tchad.

"É com profunda amargura que anunciamos ao povo chadiano a morte esta terça-feira, 20 de abril de 2021, do marechal do Chade", acrescentou Bermandoa Agouna.

Déby, 68 anos, um oficial militar de carreira que tomou o poder em 1990 num golpe e foi promovido ao posto de marechal de campo em Agosto último, foi reeleito no passado dia 11 para um mandato de seis anos com 79,32% dos votos, de acordo com os resultados provisórios anunciados esta segunda-feira à noite pela comissão eleitoral nacional.

Ministros e oficiais de alta patente deram conta na segunda-feira que o chefe de Estado tinha visitado a linha da frente para se juntar ao seu exército, que enfrentava uma coluna de rebeldes, que tinham lançado uma ofensiva a partir de bases recuadas na Líbia no dia das eleições, 11 de Abril.

Os rebeldes, que o exército começou por dizer na segunda-feira que tinha derrotado nos combates, afirmaram numa declaração que Déby tinha sido ferido, mas a informação não tinha até agora sido confirmada por fontes oficiais.

O Exército chadiano anunciou na segunda-feira que tinha provocado mais de 300 baixas entre os rebeldes, que haviam iniciaram há oito dias uma incursão no norte do país, e que tinha perdido cinco soldados em combate no passado sábado.

O grupo rebelde FACT ('Front for Change and Concord in Chad') lançou uma ofensiva a partir das suas bases de retaguarda na Líbia no passado dia 11, dia das eleições presidenciais, cuja vitória foi ontem atribuída a Deby.

"Mais de 300 rebeldes foram neutralizados no campo do inimigo" no passado sábado, disse na segunda-feira o próprio Bermandoa Agouna, acrescentando que a ofensiva rebelde nas províncias de Tibesti e Kanem tinha "terminado".

Bermandoa disse ainda nessas primeiras declarações que 36 soldados foram feridos nos combates de sábado e que 150 rebeldes tinham sido feitos prisioneiros, "incluindo três líderes".

O FACT, pelo seu lado, informou numa declaração no domingo que tinha "libertado a região de Kanem", onde os combates tiveram lugar no sábado.

Os confrontos entre os rebeldes e o exército chadiano no maciço de Tibesti, que faz fronteira com a Líbia, são frequentes.

Em Fevereiro de 2019, uma outra incursão com o objectivo de derrubar Idriss Déby Itno, foi travada pela intervenção de caças bombardeiros da força aérea francesa, solicitada por N'Djamena.

 

"Foi criado um conselho militar chefiado pelo seu filho, o general Mahamat Idriss Déby Itno" (37 anos), anunciou o porta-voz do exército, general Azem Bermandoa Agouna, numa declaração transmitida na rádio estatal, pouco depois de anunciar a morte do chefe de Estado, cuja reeleição para um sexto mandato tinha sido anunciada esta segunda-feira.

"O conselho reuniu-se imediatamente e promulgou a Carta de Transição", acrescentou Bermandoa Agouna.

O Presidente do Chade, Idriss Déby Itno, no poder há 30 anos, morreu hoje de ferimentos sofridos enquanto comandava o seu exército na luta contra rebeldes no norte durante o fim-de-semana, anunciou o porta-voz.

"O Presidente da República, chefe de Estado, chefe supremo do Exército, Idriss Déby Itno, acaba de dar o seu último suspiro, enquanto defendia a integridade territorial no campo de batalha", disse Azem Bermandoa Agouna, numa declaração lida na estação pública de televisão chadiana, TV Tchad.

"É com profunda amargura que anunciamos ao povo chadiano a morte esta terça-feira, 20 de abril de 2021, do marechal do Chade", acrescentou Bermandoa Agouna.

Déby, 68 anos, um oficial militar de carreira que tomou o poder em 1990 num golpe e foi promovido ao posto de marechal de campo em Agosto último, foi reeleito no passado dia 11 para um mandato de seis anos com 79,32% dos votos, de acordo com os resultados provisórios anunciados esta segunda-feira à noite pela comissão eleitoral nacional.

Ministros e oficiais de alta patente deram conta na segunda-feira que o chefe de Estado tinha visitado a linha da frente para se juntar ao seu exército, que enfrentava uma coluna de rebeldes, que tinham lançado uma ofensiva a partir de bases recuadas na Líbia no dia das eleições, 11 de Abril.

Os rebeldes, que o exército começou por dizer na segunda-feira que tinha derrotado nos combates, afirmaram numa declaração que Déby tinha sido ferido, mas a informação não tinha até agora sido confirmada por fontes oficiais.

O Exército chadiano anunciou na segunda-feira que tinha provocado mais de 300 baixas entre os rebeldes, que haviam iniciaram há oito dias uma incursão no norte do país, e que tinha perdido cinco soldados em combate no passado sábado.

O grupo rebelde FACT ('Front for Change and Concord in Chad') lançou uma ofensiva a partir das suas bases de retaguarda na Líbia no passado dia 11, dia das eleições presidenciais, cuja vitória foi ontem atribuída a Deby.

"Mais de 300 rebeldes foram neutralizados no campo do inimigo" no passado sábado, disse na segunda-feira o próprio Bermandoa Agouna, acrescentando que a ofensiva rebelde nas províncias de Tibesti e Kanem tinha "terminado".

Bermandoa disse ainda nessas primeiras declarações que 36 soldados foram feridos nos combates de sábado e que 150 rebeldes tinham sido feitos prisioneiros, "incluindo três líderes".

O FACT, pelo seu lado, informou numa declaração no domingo que tinha "libertado a região de Kanem", onde os combates tiveram lugar no sábado.

Os confrontos entre os rebeldes e o exército chadiano no maciço de Tibesti, que faz fronteira com a Líbia, são frequentes.

Em Fevereiro de 2019, uma outra incursão com o objectivo de derrubar Idriss Déby Itno, foi travada pela intervenção de caças bombardeiros da força aérea francesa, solicitada por N'Djamena.