França admite sair do Mali se seguranças privados russos fizerem acordo

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Paris - O ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Jean-Yves le Drian, disse hoje, terça-feira, que os militares franceses no Mali deverão sair do país se o Governo maliano firmar um acordo de cooperação com a empresa russa de segurança Wagner.

"É absolutamente inconciliável com a nossa presença", disse Jean-Yves le Drian, na comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros, vincando que a presença de militares russos no Mali é "incompatível" com a manutenção da presença francesa no país.

"Uma intervenção de um grupo deste tipo no Mali seria incompatível com a acção dos parceiros do Sahel e internacionais do Mali", acrescentou o chefe da diplomacia francesa, citado pela agência France-Presse.

Na intervenção na Assembleia Nacional, Jean-Yves le Drian argumentou que um eventual acordo entre os governantes de Bamako e a empresa privada Wagner "seria extremamente preocupante e contraditório" : "Inconsistente com tudo o que temos empreendido durante anos e tudo o que pretendemos empreender em apoio aos países do Sahel".

Além da questão militar, a França também expressou reticências sobre o calendário eleitoral, que prevê que a junta militar convoque eleições presidenciais e legislativas para Fevereiro do próximo ano.

"Temos dúvidas sobre a implementação efectiva de um calendário preciso de medidas a tomar para preparar a sequência eleitoral dentro do prazo estabelecido", admitiu.

Na sequência da eclosão das rebeliões independentista e 'jihadista' no norte do país do Sahel em 2012, o Mali derrapou para uma situação de conflitos generalizados que provocaram milhares de mortos, incluindo numerosos civis, apesar da intervenção de uma força militar francesa de cerca de cinco mil homens que permanece no terreno no âmbito da operação Barkane, iniciada em Agosto de 2014 e que sucedeu à operação Serval.

Esta operação, com o quartel-general em N'Djamena, capital do Tchad, inclui ainda a cooperação de cinco países da região do Sahel (Burkina Faso, Tchad, Mali, Mauritânia e Níger), antigas colónias francesas e designadas colectivamente por "G5 Sahel", para além de forças da missão das Nações Unidas, a Minusma.

A violência, agravada por conflitos intercomunitários, alastrou ao centro e norte do país, e de seguida aos vizinhos Burkina Faso e Níger.

Devido a um balanço calamitoso da operação Barkane, e a uma situação securitária que continua a agravar-se, o Presidente francês Emmanuel Macron admitiu em Junho passado o fim programado da intervenção militar francesa na região.

"É absolutamente inconciliável com a nossa presença", disse Jean-Yves le Drian, na comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros, vincando que a presença de militares russos no Mali é "incompatível" com a manutenção da presença francesa no país.

"Uma intervenção de um grupo deste tipo no Mali seria incompatível com a acção dos parceiros do Sahel e internacionais do Mali", acrescentou o chefe da diplomacia francesa, citado pela agência France-Presse.

Na intervenção na Assembleia Nacional, Jean-Yves le Drian argumentou que um eventual acordo entre os governantes de Bamako e a empresa privada Wagner "seria extremamente preocupante e contraditório" : "Inconsistente com tudo o que temos empreendido durante anos e tudo o que pretendemos empreender em apoio aos países do Sahel".

Além da questão militar, a França também expressou reticências sobre o calendário eleitoral, que prevê que a junta militar convoque eleições presidenciais e legislativas para Fevereiro do próximo ano.

"Temos dúvidas sobre a implementação efectiva de um calendário preciso de medidas a tomar para preparar a sequência eleitoral dentro do prazo estabelecido", admitiu.

Na sequência da eclosão das rebeliões independentista e 'jihadista' no norte do país do Sahel em 2012, o Mali derrapou para uma situação de conflitos generalizados que provocaram milhares de mortos, incluindo numerosos civis, apesar da intervenção de uma força militar francesa de cerca de cinco mil homens que permanece no terreno no âmbito da operação Barkane, iniciada em Agosto de 2014 e que sucedeu à operação Serval.

Esta operação, com o quartel-general em N'Djamena, capital do Tchad, inclui ainda a cooperação de cinco países da região do Sahel (Burkina Faso, Tchad, Mali, Mauritânia e Níger), antigas colónias francesas e designadas colectivamente por "G5 Sahel", para além de forças da missão das Nações Unidas, a Minusma.

A violência, agravada por conflitos intercomunitários, alastrou ao centro e norte do país, e de seguida aos vizinhos Burkina Faso e Níger.

Devido a um balanço calamitoso da operação Barkane, e a uma situação securitária que continua a agravar-se, o Presidente francês Emmanuel Macron admitiu em Junho passado o fim programado da intervenção militar francesa na região.