França apela para que se evite escalada de violência no Saara Ocidental

Paris - A França apelou quinta-feira para que se faça "tudo para evitar a escalada" de violência no Saara Ocidental, após Marrocos lançar uma operação militar na região e os independentistas Frente Polisário anunciarem o fim do cessar-fogo.

"A França apela a que se faça tudo para que se evite a escalada e se regresse o mais rapidamente possível a uma solução política", declarou o ministério dos Assuntos Estrangeiros à Agência France Presse (AFP).

Paris considera ainda que os acontecimentos "demonstram a importância de um rápido relançamento do processo político", que passa pela nomeação "sem demora" de um novo enviado pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.

O exército marroquino entrou quinta-feira na área desmilitarizada de Guerguerat, no sul do Saara, para acabar com o bloqueio ao tráfego imposto há três semanas por manifestantes saarauís da Frente Polisário, formando um corredor que permitirá a passagem de camiões e todo o tipo de veículos nos cinco quilómetros de faixa que separa a alfândega marroquina da fronteira com a Mauritânia.

Nos últimos dias, o rei de Marrocos, Mohamed VI, trocou mensagens com a ONU, França, Estados Unidos, Mauritânia e outros países envolvidos a fim de alertá-los para a operação.

A França manifestou "publicamente" a sua preocupação com o bloqueio desta passagem e com as dificuldades que isso gera", através do ministro dos Assuntos Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, que esteve em Rabat na segunda-feira.

Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou o que considerou ser um "fracasso" seu nos esforços feitos para criar um 'status quo' na disputa entre Marrocos e a República Árabe Saarauí Democrática (RASD) no Saara Ocidental.

"[Guterres está] profundamente preocupado pelas possíveis consequências dos últimos desenvolvimentos" em Guerguerat, no Saara Ocidental, afirmou um porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, acrescentando que o secretário-geral "continua empenhado [...] em evitar uma escalada [militar] e o fim do cessar-fogo", em vigor desde 1991, entre Marrocos e a Frente Polisário.

A zona desmilitarizada onde está localizada Guerguerat é regida pelo chamado "Acordo Militar número 1", anexo ao acordo de cessar-fogo em vigor desde 1991 e assinado por Marrocos e o grupo Frente Polisário, que proíbe a entrada de militares, entre outras medidas.

No entanto, tanto Marrocos como a Frente Polisário são constantemente acusados de não cumprir o acordo com ações que violam o cessar-fogo.

"A França apela a que se faça tudo para que se evite a escalada e se regresse o mais rapidamente possível a uma solução política", declarou o ministério dos Assuntos Estrangeiros à Agência France Presse (AFP).

Paris considera ainda que os acontecimentos "demonstram a importância de um rápido relançamento do processo político", que passa pela nomeação "sem demora" de um novo enviado pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.

O exército marroquino entrou quinta-feira na área desmilitarizada de Guerguerat, no sul do Saara, para acabar com o bloqueio ao tráfego imposto há três semanas por manifestantes saarauís da Frente Polisário, formando um corredor que permitirá a passagem de camiões e todo o tipo de veículos nos cinco quilómetros de faixa que separa a alfândega marroquina da fronteira com a Mauritânia.

Nos últimos dias, o rei de Marrocos, Mohamed VI, trocou mensagens com a ONU, França, Estados Unidos, Mauritânia e outros países envolvidos a fim de alertá-los para a operação.

A França manifestou "publicamente" a sua preocupação com o bloqueio desta passagem e com as dificuldades que isso gera", através do ministro dos Assuntos Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, que esteve em Rabat na segunda-feira.

Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou o que considerou ser um "fracasso" seu nos esforços feitos para criar um 'status quo' na disputa entre Marrocos e a República Árabe Saarauí Democrática (RASD) no Saara Ocidental.

"[Guterres está] profundamente preocupado pelas possíveis consequências dos últimos desenvolvimentos" em Guerguerat, no Saara Ocidental, afirmou um porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, acrescentando que o secretário-geral "continua empenhado [...] em evitar uma escalada [militar] e o fim do cessar-fogo", em vigor desde 1991, entre Marrocos e a Frente Polisário.

A zona desmilitarizada onde está localizada Guerguerat é regida pelo chamado "Acordo Militar número 1", anexo ao acordo de cessar-fogo em vigor desde 1991 e assinado por Marrocos e o grupo Frente Polisário, que proíbe a entrada de militares, entre outras medidas.

No entanto, tanto Marrocos como a Frente Polisário são constantemente acusados de não cumprir o acordo com ações que violam o cessar-fogo.